O V. Guimarães saiu de Paços de Ferreira com os três pontos depois de ter ido para o intervalo em desvantagem. Uma cambalhota de conquistadores, justificada pelo crescimento dos minhotos na segunda parte e materializada por Óscar Estupiñán e Bruno Duarte. O golo decisivo surgiu já em cima do minuto 90.

Triunfo saboroso e importante para o Vitória, que chega aos 19 pontos e fica a apenas um do Portimonense, que na véspera perdeu com o FC Porto.

Do outro lado, vida difícil para os castores, a quem tem faltado alguma constância ao longo dos 90 minutos. No final do encontro, houve alguns lenços brancos e insatisfação dos adeptos para com Jorge Simão: são nove jornadas seguidas sem um triunfo.

No regresso de Pepa a Paços, o V. Guimarães tentou assumir as rédeas do jogo nos primeiros minutos, com boa troca de bola e quase sempre no meio campo ofensivo. Essa tendência resultou numa primeira ocasião, por Rafa Soares, que aproveitou um bom cruzamento de João Ferreira não cortado por Fernando Fonseca para obrigar André Ferreira a uma defesa apertada (8m).

Ao Paços, custou um bocadinho entrar no jogo, mas o primeiro lance capital no encontro, que até deu golo, despertaria a equipa de Jorge Simão para uma primeira parte mais conseguida e que acabaria com a vantagem dos castores.

Ao minuto 15, Denilson bateu Bruno Varela após um canto, mas o lance acabou anulado. Custou, mas foi anulado… apenas cinco minutos depois de acontecer. Com recurso ao vídeo-árbitro, João Pinheiro não ignorou mesmo a bola no braço de Maracás e apontou para o 0-0 no marcador.

Mas se isto podia ser um respirar de alívio moralizador para o Vitória, a verdade é que foi o Paços a aumentar a crença e a confiança no encontro, mostrando que era possível anular a equipa que melhor entrou no jogo. Por instantes, Bruno Varela salvou o Vitória com uma boa defesa a remate de Denilson, mas não evitaria o golo do brasileiro após o canto ao minuto 33, concluído de pé esquerdo ao segundo poste, após um desvio ao primeiro de Marco Baixinho.

Mudou o lado e mudou (quase) tudo

Foi mesmo assim e tudo começou quando Pepa lançou Óscar Estupiñán e Sacko para as saídas de Händel e João Ferreira. Reforçou o ataque, mudando a equipa de um 4x3x3 para um 4x4x2 e começou a acercar-se mais da baliza de André Ferreira.

Tanto que o golo parecia mesmo uma questão de tempo. Ou de pontaria. Ou de André Ferreira.

O guarda-redes do Paços sobressaiu ao tapar o ângulo ao remate de Rafa Soares (50m), viu Estupiñán falhar por pouco de cabeça (52m) e também Bruno Duarte falhar por pouco ao segundo poste após cruzamento delicioso do recém-entrado Ricardo Quaresma (67m).

Foi, por fim, uma questão de pontaria.

O desenho de Marcus Edwards pela esquerda levou a bola a Bruno Duarte e a um passe para o remate certeiro de Estupiñán. Jogo empatado para os 20 minutos finais.

Já com o 1-1, Jorge Simão operou tripla substituição com as entradas de João Pedro, Uilton e Ibrahim – Delgado e Diaby já tinham entrado antes – mas a tendência de crescimento do Vitória manteve-se, sendo só contrariada por um André Ferreira inspirado, que adiou a festa minhota com um enorme voo ao remate de Rafa Soares (77m).

Eustáquio ainda mostrou alguma vida com um remate para defesa de Bruno Varela (82m), mas foi Estupiñán a ameaçar o bis – com nova defesa de André Ferreira – antes de um passe longo de Sacko isolar Marcus Edwards para Bruno Duarte concluir o lance na área. Antunes ficou ainda perto do 2-2, mas a derrota confirmou-se e agravou as contas para os lados da Capital do Móvel, de onde saem três pontos para Guimarães.

VÍDEO: o resumo do triunfo do Vitória 

Ricardo Jorge Castro / Estádio Capital do Móvel, Paços de Ferreira