Declarações do treinador do Paços de Ferreira, Pepa, na sala de imprensa do Estádio Capital do Móvel, após a derrota por 3-2 frente ao Vitória de Setúbal, no jogo da 13.ª jornada da Liga:

«Acima de tudo o que faltou, mais do que não deixar o adversário marcar golos, é termos capacidade de fazer mais. Conseguimos ganhar muitas bolas no meio campo defensivo do Vitória de Setúbal, sabíamos que eles procuravam sair a três e ligar por dentro. Alguma precipitação no ganho dessas bolas, aí faltou mais qualidade e calma, ou menos precipitação.»

«Perder assim é ingrato, mas o que conta são os golos e o resultado. Jogo duro, mas só temos que reagir e dar a resposta, não no próximo jogo, é no próximo treino. Enterrar isto rápido, trabalhar, corrigir, ver o que fizemos de mau, de bom. O normal é estarmos aqui um pouco no desespero e não olhar para o que foi feito. Aconteceu-nos um pouco de tudo pela negativa e mesmo assim ninguém se escondeu. Demos uma imagem boa do que pretendemos. O resultado foi o que foi, com infelicidade.»

 [Mudança de produção ofensiva da primeira para a segunda parte:] «Ganhámos muitas bolas no meio campo do Vitória de Setúbal. E o Setúbal, com estratégia bem definida, saía em transição, bolas paradas estavam a criar perigo. Fomos pacientes, circulámos a bola. Tentámos e conseguimos entrar entrelinhas e colocar os nossos médios de frente para o jogo. Aí, sim, tivemos alguma precipitação, remates sem nexo, deveríamos ter tido mais calma e critério no último terço.»

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«Na segunda parte, conseguimos aumentar a intensidade. As oportunidades foram surgindo, os golos foram surgindo. É duro o que aconteceu, mas arrisco-me a dizer que foi dos jogos nos quais tivemos mais volume ofensivo. Falta a tal eficácia, clarividência, frieza, que acredito que a questão dos pontos pode levar a alguma precipitação, mas quem cria tanto como nós, tem de ser mais feliz. Não desistir e perceber que há muita coisa boa que foi feita e que a bola vai entrar mais vezes.»

 [Saída do Bruno Teles:] «Foi opção, o Bruno estava com cartão amarelo, como vários jogadores e a verdade é que o Vitória estava a conseguir algumas transições pelos corredores e não podíamos correr riscos. A meio campo, o Diaby e o Luiz Carlos tinham amarelo, mas nessa altura do jogo, a superioridade numérica era nossa e optámos por alterar o lateral-esquerdo: pelo cartão amarelo, pela profundidade que o Oleg dá no lado esquerdo.»

Ricardo Jorge Castro / Estádio Capital do Móvel, Paços de Ferreira