Declarações do treinador do Paços de Ferreira, Pepa, na sala de imprensa do Estádio Capital do Móvel, após a derrota por 2-1 ante o Sporting, em jogo da nona jornada da Liga. Pepa confirmou a ausência de Marco Baixinho por lesão. Depois, falou, questionado pelo Maisfutebol, do que mudou para a melhor segunda parte da equipa, além do cenário na classificação e do lance que origina o 2-1, o braço na bola de Luiz Carlos:

[Ausência de Marco Baixinho:] «O Marco Baixinho é lesão. Quem me conhece, sabe que nunca me vou lamentar. Se tivermos que jogar com quatro laterais ou um ponta de lança a central, seja o que for, não me preocupo. Tenho pena, é um bom líder, um bom homem e todos fazem falta. Mas jamais me irei lamentar.»

[Se pediu algo à equipa ao intervalo, após má primeira parte:] «A questão foi estratégica, queríamos condicionar o médio que dava a largura, tanto o Doumbia como o Eduardo e tivemos essa dificuldade. A qualidade é muito grande e se não somos efetivos na pressão, deixando pensar o Sporting, é complicado. E não estávamos a conseguir pressioná-los alto. No lance do golo [0-1], temos a linha defensiva muito dentro de área, o jogador pensou, rodou, decidiu. Quem tem qualidade individual, acaba por ter tempo para decidir e decidir bem. Na segunda parte, o que melhorámos foi a questão estratégica. Subir mais o Pedrinho, com as duas linhas de quatro a condicionarem mais subido o jogo interior do Sporting. Entraram os mesmos jogadores, a mesma camisola, mas a equipa foi diferente. Não fiquei surpreendido com a segunda parte, fiquei desiludido com a primeira.»

P. Ferreira-Sporting: toda a reportagem do jogo

[Tirar a equipa do fundo da classificação:] «Com trabalho e confiança, este grupo é especial. Não precisa de passar a mão no ombro para dar moral ou confiança, é uma equipa humilde. Aqui não há estrelinha, mas foi um bocado ingrato, merecíamos algo mais, acabámos por ser penalizados por uma entrada má.»

[Lance do penálti que dá o 1-2, se já falou com Luiz Carlos:] «Analisamos o jogo a frio e não a quente, no sítio certo, com todos, olhos nos olhos. É este o caminho, jamais iria crucificar um jogador. Errámos, errámos todos. Perdemos, perdemos todos. O Luiz [Carlos] fez um grande jogo, a determinada altura na segunda parte, no meio campo, com o Pedrinho, começaram a tomar conta do jogo, a levar a equipa para a frente. Quero agarrar-me a coisas boas que ele fez e tem feito e não a um lance infeliz. Foi ao Luiz como podia ter sido a qualquer outro.»

Ricardo Jorge Castro / Estádio Capital do Móvel, Paços de Ferreira