Declarações do treinador do Paços de Ferreira, Pepa, na sala de imprensa do Estádio Capital do Móvel, após a derrota por 2-1 ante o Sporting, em jogo da nona jornada da Liga:

«Sorte procura-se e dá trabalho. Aqui o sentimento de impotência ao intervalo foi a entrada fora do normal. Uma equipa macia, pouco agressiva, pouco comprometida, não é normal. Os jogadores perceberam e sentiram isso. Acima de tudo era, em temos coletivos, percebermos que assim ficamos uma equipa banal. Na segunda parte gostei muito. Não conseguimos pontos, mas conseguimos mostrar o que somos, uma equipa agressiva, com bola, volume ofensivo. O mais importante nos números são os golos, mas os números também mostram que não fomos atrás do ponto, fomos atrás da vitória [9-7 em remates, 10-4 em cantos, 50-50 em posse de bola]. Segunda parte muito boa e uma primeira parte que é a sensação de ir para casa e termos dado 45 minutos.»

[Segunda parte, se não fosse o penálti poderia dar empate ou vitória do Paços:] «Podia, se repararmos no lance que antecedeu o penálti e a falta, estamos com o Zé [Uilton] dentro da área a cruzar ao segundo poste e o Tanque por pouco não faz o segundo golo. O Sporting conseguiu sair, procurou o corredor, estamos dois para um, fazemos uma falta escusada e numa bola parada, um lance caricato, acontece a quem está lá dentro… é não voltar a acontecer. Uma coisa é bola corrida, numa bola parada é um bocado ingrato e incompreensível. Valorizar o grande jogo que fizemos, sobretudo na segunda parte.»

P. Ferreira-Sporting: toda a reportagem do jogo

[Se falta algo para Douglas Tanque ser titular:] «O que falta? É opção, é normal olharem para os números: é o melhor marcador da equipa. Eu olho para tudo, para os treinos, para o dia a dia, para a capacidade do Douglas dar tudo à equipa. Uma coisa é o que consegue dar em 90 minutos, outra é em 30, 40, 20 e a verdade é que, isto vale o que vale, mas num jogo no qual esteve mais tempo em campo, não conseguiu ter rendimento tão bom. A entrar é sempre um jogador que ajuda muito a equipa, segura a bola, tem faro de golo. É um jogador que tem boa presença na área, é uma questão de opção.»

«Acreditamos muito no trabalho e no processo, não há vitórias morais. Neste caminho e com esta qualidade e entrega, vamos ganhar onde quer que seja. É já pensar no próximo, recuperar bem os jogadores e o foco é total nos três pontos, independentemente de ser em casa ou fora. Tínhamos de ser iguais a nós próprios desde o primeiro minuto. Fomos tarde, mesmo assim quase conseguimos.»

Ricardo Jorge Castro / Estádio Capital do Móvel, Paços de Ferreira