Declarações do treinador do Portimonense, Paulo Sérgio, na sala de imprensa do Estádio do Bessa, após a derrota por 1-0 ante o Boavista, em jogo da 33.ª jornada:

«Acho que o Boavista foi feliz na forma como alcançou o golo. Nós, durante os 94 minutos, não deixámos o Boavista enquadrar um remate. Acho que fizemos um jogo taticamente irrepreensível, mas o Boavista teve a felicidade do jogo, num remate que passa por três jogadores, levanta e entra.»

«A felicidade caiu para o lado do Boavista, num jogo em que o empate claramente era o resultado mais justo. Soubemos ter bola e depois o momento em que o golo vem é de difícil recuperação, o Boavista bem arrumado atrás dificultou-nos. Ainda criámos frisson, mas acima de tudo não fomos felizes.»

«Em relação ao sistema tático, o que preconizamos é um sistema tático híbrido. Houve muitos momentos do jogo em que o Boavista se apresentou como tem apresentado, com dois homens na frente. Nós tanto estávamos com três centrais, como com um a fazer de trinco, a fazer o acompanhamento do Angel. Portanto não era um sistema de três defesas estanque. Depois, no primeiro tempo, o Boavista alterou com o Sauer na direita e nós apenas mudámos a pressão na frente. Acho que funcionou bem, o Boavista não conseguiu criar e tem criado inúmeras ocasiões. Nós não deixámos, tivemos muita bola, não fomos tão incisivos como eu gostaria nos movimentos, mas a experiência da retaguarda do Boavista também retirava esse espaço.»

«Foi pena, não deveríamos ter chegado aqui na decisão. Merecíamos mais, mas houve muitos episódios ao longo da temporada. Entretanto não fizemos vitórias há seis jornadas e estamos aqui na briga, com muitos outros em pior situação que nós, mas estamos cá para lutar até a fim.»

[Depender de si, jogo ante o Sp. Braga:] «Nada nesta vida e muito menos para nós é fácil. Temos de estar focados e esperar também que a sorte venha um pouco para o nosso lado. Também ajuda. Nem sempre ganha quem mais merece, mas é futebol. Umas vezes toca a uns, outras vezes a outros. Estamos fora dos lugares de descida, não tem que haver nenhum stress. Preparados para o dia de amanhã, treinar, aqui não há desunião. Sabemos o que andamos a fazer.»

Ricardo Jorge Castro / Estádio do Bessa, Porto