Pela segunda jornada consecutiva é um penálti de Porro a garantir o triunfo do Sporting pela margem mínima.

Já tinha sido assim no Estoril, e agora na receção ao Marítimo, com o golo apontado ao oitavo minuto de compensação dado pelo árbitro. Castigo máximo para a equipa madeirense.

Os leões revelaram alguma escassez de ideias, sobretudo na fase inicial do jogo, mas devem o sofrimento sobretudo ao desacerto na finalização.

O leão vai lá de penálti, por estes dias, mas vai somando três pontos.

Os três centrais davam a entender que o Marítimo ia cerrar fileiras atrás, mas a verdade é que Julio Velázquez entrou em campo a pedir à equipa para subir um pouco as linhas, com o objetivo de condicionar a forma como o Sporting dava início à sua construção de jogo.

A equipa de Rúben Amorim precisou de uns quantos minutos para encontrar alternativas, mas aos poucos foi ajustando a estratégia, mesmo sem conseguir entrar pelo corredor central. Perante a desinspiração do lado esquerdo, sobretudo de Vinagre, foi o lado direito a tentar sempre agitar o jogo. Se Porro procurava desequilibrar pelo exterior, Sarabia procurava zonas mais recuadas para sair da teia defensiva do Marítimo e encontrar forma de servir os colegas.

A dupla espanhola ainda fabricou três lances de perigo na primeira parte, mas Nuno Santos, normalmente pragmático na finalização, não as aproveitou. Primeiro viu Paulo Victor negar-lhe o golo (22m), depois atirou à parte superior da trave (25m), e depois até escapou ao guarda-redes, mas não conseguiu encontrar ângulo para a baliza (36m).

Sarabia procurou fazer melhor, ainda antes do intervalo, mas Paulo Victor negou-lhe o golo ao desviar a bola por cima da barra.

O Marítimo tinha começado bem, não só do ponto de vista defensivo, mas também com um remate de Xadas que assustou Adán (20m), mas chegou ao descanso já em recuo evidente.

Uma das figuras da primeira parte, o guarda-redes do Marítimo assinou mais duas excelentes intervenções logo após o reatamento, a negar o golo a Nuno Santos, uma vez mais (47m), e depois a João Palhinha (55m).

Amorim prescindiu depois de Vinagre para juntar Tiago Tomás a Nuno Santos na ala esquerda, e mais tarde lançou Jovane e Daniel Bragança, mas quando Paulo Victor nada conseguia fazer era o ferro a segurar o nulo. Porro, o mais inconformado dos leões, atirou ao poste com um remate cruzado, estavam cumpridos 74 minutos.

Tabata ainda foi a jogo, tal como Esgaio, a empurrar Porro para extremo direito, mas Paulo Victor ainda negou um golo a Paulinho antes de manchar a exibição. João Pinheiro deu oito minutos de compensação para punir o tempo “queimado” pelo Marítimo, e foi já nesse período que o guarda-redes do Marítimo cometeu penálti sobre Jovane.

Chamado à conversão, com Edgar Costa na baliza, Porro fez o mesmo que tinha feito no Estoril: deu a vitória ao Sporting.

Nuno Travassos