António Folha, treinador do Portimonense, deixou muitos elogios à exibição da sua equipa no Estádio da Luz, apesar da goleada sofrida por 5-1 e explicou ainda estratégia que tanto condicionou o Benfica até aos 62 minutos.

«Não foi só neste jogo que pusemos bastantes dificuldades a adversários grandes. Já o fizemos em Alvalade e no Dragão e depois sofremos demasiados golos porque não conseguimos sustentar a qualidade de jogo até ao fim, também porque somos uma equipa jovem. Mas acho que a qualidade de jogo tem sido patente ao longo do jogo. Também porque é a identidade do treinador, que não tem medo de perder e passa isso para os jogadores.»

«Sabíamos que o Benfica é uma equipa fortíssima, e quando se apanhar com os médios de frente para o jogo e à procura da profundidade, torna-se quase mortífero. Tentámos tapar isso, entrámos que não houvesse jogo exterior com os médios a jogar de frente e estava a correr na perfeição, até o Benfica fazer dois golos. A partir daí, uma equipa pequena que está a ganhar, fica animicamente em baixo. E o Benfica continuou a carregar, nós não fomos tão rigorosos e o resultado já não interessa muito para o que de bom fizemos.»

[sobre a forma como a equipa se desdobrou entre uma defesa a quatro e a cinco]

«A estratégia foi sempre a de jogar com quatro defesas e tentar controlar o Benfica mais longe da nossa baliza. Passávamos para cinco defesas quando o Benfica nos colocava mais baixo no nosso terreno. Aí, o nosso ala fazia o quinto homem e ganhávamos alguma vantagem para os dois avançados do Benfoca. Mas a estratégia não era ficar com os cinco atrás, isso era só momentâneo, para depois passarmos ao plano A, que passava por levar o Benfica para longe da nossa baliza.»

Adérito Esteves / Estádio da Luz, em Lisboa