António folha, treinador do Portimonense, em declarações na conferência de imprensa após a derrota em casa frente ao FC Porto.

«Não devíamos ter sofrido o terceiro golo. Tínhamos de ser mais competentes na última jogada e, se fosse assim, estávamos a falar de outra coisa. O resultado acabou por ser a derrota.

Os jogadores estão de parabéns, sinceramente. Estou muito contente com eles. Não é fácil estar a perder 2-0 contra um ‘grande’ e ter esta capacidade de resiliência e de querer mudar o que não estava bem.»

[Como se explica a diferença de atitude?]

«Na primeira parte, não era a minha equipa a jogar. A minha equipa costuma jogar sem receio de perder. Na segunda, com os ajustes que fizemos, a equipa começou a equilibrar o jogo e começou a ter mais qualidade com bola, a ter jogo interior com mais gente, com os nossos laterais a ganharem superioridade no meio para libertar a bola nos corredores e fazer mossa no FC Porto. Fizemos dois golos com muito mérito. Depois, acontece que temos de ser competentes até ao fim e não o fomos. O jogo de futebol é até o árbitro apitar. Quando ele se lembrar de apitar, acaba. Tínhamos de ser mais rigorosos, claramente. Não fomos, e isso custou-nos caro. Paciência, há que continuar a trabalhar com esta qualidade, caráter e dignidade, e estaremos mais preparados para o futuro.»

«Face à pressão do FC Porto, não conseguimos desembrulhar a nossa primeira fase de construção. Fizemos perceber aos jogadores o que não estava a acontecer. Ao intervalo disse que não podíamos continuar naquele registo, pois tínhamos de fazer aquilo que treinamos. Na segunda parte, além da atitude e do caráter, os jogadores mostraram qualidade, também mental, para assentar o nosso jogo e fizeram uma excelente segunda parte.»

Jorge Anjinho / Estádio Municipal de Portimão