O Marítimo venceu este sábado o Feirense, conquistando três importantes pontos na luta pela permanência. Já aos fogaceiros, que podem ficar matematicamente despromovidos já nesta jornada, tudo correu mal. Os homens de Santa Maria da Feira desperdiçaram um penálti, ainda na fase inicial do jogo, e acabaram com nove jogadores em campo, fruto das expulsões de Ghazal e Bruno Nascimento.

FICHA DE JOGO E AO MINUTO

O jogo começou com um Marítimo mais ofensivo, em busca de chegar rapidamente ao primeiro golo. Os madeirenses entraram aguerridos e foram dispondo de mais posse de bola no meio campo contrário nos primeiros cinco minutos.

Mesmo assim, também o Feirense mostrava intenção, e numa incursão de José Valencia, os fogaceiros chegaram mesmo a conquistar um penálti, quando Zainadine derrubou o adversário na tentativa de efetuar um corte em carrinho. O lance deixou dúvidas e houve mesmo intervenção do VAR, tendo o árbitro Vítor Ferreira consultado as imagens para identificar um toque do central moçambicano.

Na conversão do castigo máximo, contudo, Crivellaro deu evidências da ‘malapata’ do ‘lanterna vermelha’, ao atirar ao lado, bem rente ao poste da baliza de Charles, que até se tinha atirado para o lado errado.

O falhanço foi festejado como se de um golo se tratasse, e o Marítimo pareceu beneficiar do ‘élan’, mas sem sucesso a construir as jogadas. Mas nem por isso se ressentiu o Feirense, e o jogo nos minutos seguintes foi bastante dividido. Ambas as formações chegavam a espaços à área contrária, mas sem que se registassem momentos de verdadeiro perigo.

Naquela que se afigurava como a melhor oportunidade até então, Joel Tagueu surgiu isolado na cara de Caio Secco, respondendo a uma bola da direita, mas, depois de dominar com o peito e tentar o ‘chapéu’, a bola acabou por sair por cima, rasando ainda o travessão. O lance, no entanto, fora precedido de falta do atacante.

À passagem da meia hora, o Feirense era, ainda assim, a equipa que chegava mais perto da baliza, mesmo sem conseguir a melhor definição para concluir as jogadas. Do mesmo mal padeciam os insulares, embora se mostrassem mais tranquilos no jogo.

Aos 38 minutos, houve alguma desatenção defensiva na grande área maritimista, e na cobrança de um livre dos forasteiros, valeu Charles a segurar o esférico, ligeiramente desviado por Valencia.

Só que a resposta não se fez tardar, e aos 40’, depois de um cruzamento para a direita, Nanu descobriu Joel Tagueu desmarcado. O avançado não teve dificuldades para finalizar, e atirou, de cabeça, para o fundo das redes de Caio Secco.

Um minuto depois, houve nova oportunidade para ampliar a vantagem, quando Getterson driblou e cruzou rasteiro, mas não estava ninguém para concluir.

Não foi então, mas também não demorou a aparecer o segundo tento. Edgar Costa assinou um golo de bandeira, aos 43 minutos, na cobrança de um livre frontal.

No regresso das cabines, o Marítimo reentrou por cima, procurando ainda ampliar a vantagem, mas sem que se registassem grandes ocasiões de perigo nos primeiros minutos.

Aos 50 minutos, Petit foi forçado a operar a primeira mudança no onze, depois de uma falta sofrida por Edgar Costa, que ficou queixoso. Para o seu lugar entrou Fabrício Baiano, fazendo Correa chegar-se para a lateral ofensiva direita, e com Getterson a descair do lado esquerdo.

O jogo estava mais sereno, mas na sequência de um pontapé de canto, o Feirense insistiu e Bruno Nascimento surgiu a cabecear para defesa oportuna de Charles.

A partir dos 68 minutos, as coisas ficaram ainda mais complicadas para os homens de Santa Maria da Feira, quando Ghazal viu o primeiro cartão amarelo. Ao tentar recuperar de um erro, o egípcio cometeu falta sobre Correa, bem perto da grande área, mas não se ficaria por aí. Dois minutos depois, o mesmo jogador viu o segundo amarelo, depois de falta sobre René Santos.

Ainda nem o Feirense tivera tempo para se reajustar, e já havia novo cartão vermelho mostrado a jogadores de Filipe Martins, desta feita a Bruno Nascimento. Reduzido a nove, ficou ainda mais complicada a tarefa dos fogaceiros.

Até ao final do encontro, ainda houve algumas situações de perigo, sobretudo para a baliza dos visitantes. O Feirense procurava um milagre na Madeira, que possibilitasse alimentar ainda a esperança da permanência, mas o cenário ficou ainda mais negro.

Marco Milho