Uma noite fria em Lisboa, uma noite de afirmação no Estádio da Luz. O Benfica vai passar o ano na liderança da Liga com margem de conforto e essa é a primeira conclusão a tirar da vitória sobre o Famalicão, neste sábado.

A segunda é esta: continua a crescer. Como equipa, isto é. Ao ponto de se poder dizer que o Benfica do final de novembro até agora joga bem. E joga, sim.

Aquilo que Lage juntou em Leipzig deu certo e este encontro com o Famalicão foi a terceira prova dessa ideia, depois de Marítimo e Boavista.

A Covilhã também o foi, já agora, mas por oposição a este onze em que o treinador insistiu de novo frente uma equipa minhota que procurou a baliza de Vlachodimos, mas não conseguiu defender a própria perante a dinâmica que agora impõem Taarabt, Chiquinho e Pizzi pelo meio, Cervi e Grimaldo pela esquerda. Na Luz, por fim, casaram resultado e exibição.

Insistir até ao golo

Soou o apito e Fábio Martins mostrou logo que o Famalicão tinha olhos na baliza encarnada. Um primeiro lance de perigo ao qual o Benfica tratou de ir respondendo gradualmente.

Os encarnados responderam em largura, com Grimaldo e Cervi na esquerda a flanquearem o adversário da noite. Esta é outra dinâmica muito própria da formação de Lage. Se Pizzi, Chiquinho e Taarabt jogam uma espécie de jogo deles no interior, os dois esquerdinos têm uma partida muito própria entre eles à esquerda.

Durante alguns minutos, o Benfica provou também que está a reagir melhor à perda de bola. Mesmo que isso não resultasse em oportunidades óbvias nesse primeiro período, elas chegariam no final do primeiro tempo.

O Famalicão obrigou Vlachodimos a duas intervenções, mas foi remetido atrás depois do remate de Pedro Gonçalves defendido pelo grego devido à pressão encarnada.

Pizzi começou a soltar-se, Taarabt e Gabriel recuperaram bolas mais à frente e as trocas de posição entre o 21 e Chiquinho baralharam a defesa minhota. O golo de Vinícius ao 39 minutos foi o culminar de uma sequência de ocasiões encarnadas e o brasileiro mandou tudo descansar porque a diferença entre as duas equipas via-se agora no marcador.

De Pizzi até Caio

O Famalicão ficou logo sem ânimo no início do segundo tempo. O 2-0 de Pizzi desviou eventuais problemas e aí, curiosamente, havia mais dúvidas sobre quem iria sair melhor marcador da Liga nesta noite do que sobre o vencedor do encontro.

O 3-0 do camisola 21 respondeu a essas duas questões, com o Benfica a demonstrar-se superior a um adversário que foi quase igual aos números na Liga: o segundo melhor ataque, a quarta pior defesa [à entrada para o jogo].

Faltou golo ao Famalicão, enquanto no Benfica se confirmava a ideia com que se vinha para este jogo: a equipa está melhor. Tão melhor que quem entrou nela na segunda parte conseguiu sair com rendimento agradável e, no caso de Caio Lucas, com o primeiro golo pelo Benfica.

Na Liga, segue o campeão à frente. E o champanhe só não está no fresco para a passagem de ano porque o calendário diz que vem aí a Taça de Portugal e a Taça da Liga até final de 2019.

 
Luís Pedro Ferreira / Estádio da Luz, Lisboa