FIGURA: Ricardo Horta

Figura. Protagonista. Ricardo Horta é Sporting de Braga. Sporting de Braga é Ricardo Horta. Um nome cada vez mais incontornável esta época e também na história do clube foi decisivo para os três pontos somados esta noite pela equipa de Carlos Carvalhal, que arruma melhor o quarto lugar após a jornada 13. É certo que ainda desperdiçou um penálti, mas bisou em cinco minutos para decidir o rumo do resultado. E mais: leva já 12 golos esta época, nove deles na I Liga e está, lado a lado com Fran Navarro, a um golo do líder da lista de melhores marcadores, Luis Díaz.

MOMENTO: dança, inteligência e eficácia a abrir vitória (34m)

É difícil definir qual dos dois golos do Sporting de Braga é de maior requinte e execução coletiva, mas o 1-0 é o golo que embala a equipa minhota para a vitória e tem um pouco de tudo. Foi o baile de Iuri Medeiros na cara de Ferraresi, para o passe levar a bola até Vitinha, que deixou de primeira de forma absolutamente inteligente para Ricardo Horta, que concluiu à saída de Thiago. Vitinha viu o que ninguém do Estoril viu e Ricardo Horta estava no sítio certo para desatar o nulo, num 1-0 que tinha ficado adiado no penálti.

OUTROS DESTAQUES

Iuri Medeiros: está na jogada dos dois golos, fazendo primeiro o passe para a assistência de Vitinha e, a seguir, uma assistência de primeira para Ricardo Horta assinar o 2-0. Exibição bem conseguida, na qual só pecou mesmo por não ter conseguido um golo, que podia ter descansado ainda mais a equipa ao minuto 47.

Vitinha: garra, vontade e talento. O jovem avançado de 21 anos justifica cada vez mais a aposta de Carlos Carvalhal e combinou bem esta noite com Ricardo Horta e Iuri Medeiros na frente. Fez a assistência para o 1-0 já salientada e ganhou com raça o lance na esquerda do ataque, na origem do 2-0.

Romário Baró: entrou solto para a reta final do jogo e ficou mesmo perto do golo do Estoril ao minuto 87, ao levar a bola ao poste.

Matheus: olhando aos últimos 25 minutos, após a expulsão de Lucas Mineiro, foi talvez o homem que mais sobressaiu a nível individual. Fez defesas atrás de defesas – uma mão cheia delas – e manteve o Sporting de Braga com uma vantagem segura até final, não deixando o Estoril nunca pô-la em causa.

Ricardo Jorge Castro / Estádio Municipal de Braga, Braga