Declarações de Carlos Carvalhal, treinador do Rio Ave, na conferência de imprensa após a vitória sobre o Portimonense, por 2-1, em jogo da 31.ª jornada da Liga:

«O jogo prometia muito. O Portimonense tem boa equipa, tem organização. Só que o vento condicionou muito, tal como o jogo aqui com o Paços. Na primeira parte, jogámos contra o vento. Na segunda, tudo se inverteu. Jogámos talvez 80 por cento do tempo no meio-campo ofensivo. Não é fácil. Acabámos por ter a felicidade que procurámos e a que não tivemos durante toda a época. Todos os pontos que conseguimos foi com sangue, suor e lágrimas [...] Vento forte, condiciona muito o jogo. Tirando cinco ou dez minutos. Acabámos por beneficiar dessa felicidade. Já não é a primeira vez que conseguimos inverter o resultado. Dá uma saúde muito grande à equipa.»

[Rio Ave faz 50 pontos] «Estamos apostados em bater os 51 pontos, que é o máximo do clube. Temos de abordar todos os jogos para tentar ganhar e conquistar o máximo de pontos possível.»

[Golos sofridos de bola parada] «Éramos das equipas mais eficazes nos cantos e nos livres. Sofremos agora estes golos. Não é uma preocupação maior. Fomos vulneráveis. Porém, a nossa eficácia nos lances de bola parada defensivos era alta e continua a ser, apesar de dois golos sofridos nos últimos jogos.»

[Sobre o VAR] «O VAR veio para ajudar. Sou a favor da verdade desportiva. Agora, a cultura do futebol português é esta. Há relógios. Se houve paragens longas. Se for preciso, dá-se 20 minutos de tempo extra. O quarto árbitro devia de cronometrar. Também não compreendo porque é que é que existindo quatro árbitro o árbitro continua a perder tempo a escrever num livrinho os cartões amarelos... Agora, se dão dez minutos de tempo extra acham muito? Porquê? Isso é de quem não tem consciência do que é o jogo. Muitas vezes, há gente que está a comentar e não sabe o que estão a fazer.»

Sérgio Pires / Estádio dos Arcos, em Vila do Conde