Rúben Amorim, treinador do Sporting, analisa o empate no Clássico com o FC Porto, em Alvalade (2-2):

[a equipa perdeu as referências posicionais a dada altura, dada a vontade de chegar ao empate?] «Não perdeu, não foi isso. Pelo resultado, pela forma como encostámos o FC Porto, ninguém estava perdido. Trabalhamos o mesmo sistema todos os dias, e isso é uma vantagem. Mudamos pouco as posições no treino. Os jogadores estavam preparados, perceberam onde estava o espaço, nunca estiveram perdidos.»

[sobre as substituições] «Não foram tardias. Entraram quando precisávamos de jogar diferente e de gente fresca, para criar outro tipo de situações. Isto é semana a semana. É assim que este grupo tem de levar as coisas. Não interessa o nome, têm de lutar pelo lugar. O João Mário tem experiência com a bola, perdeu um ou outro lance que são normais, no primeiro jogo. Todos deram o máximo, e quando assim é têm tudo do treinador.»

«Perdemos dois pontos. Estamos num clube de exigência máxima, não interessa o que já passou. Sinto pressão grande pois é assim que vivemos a nossa profissão.»

[esta exibição serviu também de afirmação do Sporting, para mostrar que tem uma palavra a dizer?] «Não temos de dar resposta a ninguém. O Sporting não deixou de ser Sporting, mas temos noção do momento em que estamos. Se o Sporting empata ou perde o próximo jogo, volta tudo ao mesmo. Os jogadores têm de perceber isso, viver isso com naturalidade, mas as pessoas têm de perceber que estamos a construir algo difícil e que vai levar tempo. Vamos sofrer, mas vamos chegar lá.»

Nuno Travassos