Pako Ayestarán, treinador do Tondela, em declarações depois do empate em casa contra o Tondela:

«Creio que no primeiro tempo o jogo foi muito nivelado, mas nós fomos capazes de estar no campo adversário. Na segunda parte eles foram dominantes. Creio que dominaram praticamente a última meia hora de jogo. Moveram muito a bola de um corredor para o outro, meteram muitos jogadores entre linhas, o que nos dificultou muito a pressão. Tivemos de fazer muito trabalho de pressão. Logicamente, mérito de Rio Ave.»

[sobre as muitas ausências]

«Estávamos muito limitados à frente, porque o Murillo estava lesionado, o Mario González chegou há três dias, o Khacef ainda não tinha a licença. Portanto, eram jogadores que podiam ter dado muito à frente de ataque. Tivemos que apostar por um jogo mais de contenção, com a equipa muito curta e sabíamos das limitações que tínhamos para este jogo. No entanto, muito contente com o trabalho que a equipa fez. Muito solidária, muito intensa, com muito compromisso e tratando de fazer aquilo que treinámos durante toda a semana, sabendo da fortaleza do Rio Ave. Sabíamos que com os jogadores que tínhamos ia ser muito difícil ter posse de bola frente ao Rio Ave, e por isso apostámos em fechar muito os espaços e a partir daí sair em transição.»

[sobre a chamada de atletas pouco utilizados]

«Todos os jogadores podem ser importantes e nunca sabem quando vão ser importantes. Todos têm de estar prontos e preparados para poder ajudar a equipa em qualquer momento. Não podemos jogar 34 jornadas com um 11 inicial.»

[sobre a chegada a Tondela]

Estou num clube que me faz sentir bem desde o primeiro em que cheguei. Os jogadores estão a deixar a alma em cada treino e em cada competição, e isso é o que aprecia um treinador. Sentir-se acarinhado e sentir que o seu trabalho é significativo para os jogadores.»

Rafael Santos / no Estádio João Cardoso, em Tondela