Pouco importa, pouco importa.

Lálálálá lálálá…

As últimas conferências de Bruno Lage andaram muito na base da desvalorização dos problemas.

Os avançados não marcam golos? Importa é que os golos apareçam…

Não há Rafa? Caça-se com Chiquinho…

A equipa joga menos do que na época passada? Desde que se vão somando os três pontos…  

Demasiadas bruxas para espantar. Mas nada melhor que a época do Halloween para o fazer.

E logo todas de uma vez. Uma verdadeira limpeza!

Recorde o filme e consulte a ficha do jogo

Os avançados não marcam? Vamos lá com os defesas.

Foi lá de trás que chegaram os dois primeiros golos da goleada imposta pelo Benfica ao Portimonense. Primeiro, André Almeida, aos 17 minutos, num lance saído do laboratório do Seixal. E o segundo, logo a abrir a etapa complementar, na insistência após um canto, com Grimaldo a cruzar de forma perfeita para a entrada triunfal de Rúben Dias.

Mas repetimos: os avançados não marcam?

Carlos Vinícius. Carlos Vinícius.

Assim mesmo, a dobrar. No espaço de dois minutos, entre os 63 e os 65 minutos, o avançado brasileiro. Primeiro de pé direito, após passe brilhante de Grimaldo a rasgar a defesa do Portimonense; e logo a seguir de pé esquerdo após nova assistência deliciosa, desta vez de Chiquinho.

Chiquinho. Já que falamos nele: alguém se lembrou da ausência de Rafa? Dificilmente. É que sem o extremo para desequilibrar – e apesar de ser Cervi a surgir na posição do internacional luso -, Chiquinho conseguiu trazer a imprevisibilidade que estava a faltar à equipa.

No papel de segundo avançado, o camisola 19 deambulou perdido entre linhas e fez a equipa reencontrar-se com as boas exibições.

E aqui afasta-se (pelo menos para já) o último fantasma citado. É que além de ter dado quatro docinhos para os adeptos saborearem, o Benfica sai deste jogo líder isolado. Graças à travessura que o Marítimo serviu ao FC Porto no Caldeirão.

Como era mesmo?

Pouco importa, pouco importa…

Adérito Esteves / Estádio da Luz, em Lisboa