Declarações do treinador do Vitória Sport Clube, Luís Castro, na sala de imprensa do Estádio D. Afonso Henriques, após o triunfo por 4-0 ante o Desportivo de Chaves, em jogo da 28.ª jornada da Liga:

«Foi uma boa exibição, já conseguimos melhor. Os números, mais golo, menos golo, traduzem a diferença em campo. Tivemos uma entrada forte, que levou cedo ao golo. O Desportivo de Chaves quis ir atrás do empate e soubemos aproveitar os espaços de forma eficaz e inteligente. Boa exibição, com números condizentes.»

[Importância dos dois golos nos primeiros 11 minutos após a derrota nos Açores:] «A equipa sentiu que não tinha tido um bom desempenho. Era uma equipa que não estava bem com ela própria, por não ter conseguido por em prática o seu potencial. Conseguiu através do aproveitamento de espaços, criando boas combinações, golos bonitos. Satisfeito pelos meus jogadores, eles têm sofrido em alguns momentos da época por não conseguirem os objetivos. Gostei de os ver felizes com a exibição.»

«Antes de lançarmos cada semana, hierarquizamos prioridades. Lendo em função da nossa ideia, do último jogo e do próximo, colocámos no topo da lista o ataque ao último terço. Mas de ser feito com equilíbrio defensivo, porque quando nos atiramos ao último terço, com vontade feroz de o conquistar e descuramos o equilíbrio defensivo, a equipa começa a não ter paz a atacar esse último terço.»

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«Quando ganhamos, achamos que as coisas estão muito bem. Quando perdemos, estão mal. O futebol não se vê tanto pelo que trabalhamos, vê-se mais pelos resultados. Alguma amargura de vez em quando com isso, mas é assim que vamos continuar a seguir no mundo do futebol. Estamos felizes por conquistar um bom resultado.»

[Estreia de Rochinha a titular e a marcar:] «O que pretendo do Rochinha é o que pretendo de todos, desenvolver e desempenhar a tarefa da melhor forma. Contente com todos. Com aqueles que não foram a jogo, porque muitas vezes valorizamos os que vão a jogo e esquecemos os que trabalham com eles todos os dias e muitas vezes não podem ir a jogo.»

[Equilíbrio defensivo, traduzido na defesa menos batida da Liga em casa:] «Quando não sofremos golos durante dois, três jogos, pode ser por acaso. Quando o desempenho ao longo da época traduz essa eficácia defensiva, não duvido que é fruto de muito trabalho feito pelos jogadores. E as derrotas que temos, são por diferença de um golo. Gostaríamos que não existissem, mas não pode ser sempre como queremos.»

Ricardo Jorge Castro / Estádio D. Afonso Henriques, Guimarães