Declarações de Pepa, treinador do V. Guimarães, na sala de imprensa do Estádio D. Afonso Henriques, após o empate sem golos na receção ao Belenenses, num jogo em que o Vitória de Guimarães terminou reduzido a nove elementos:

«Acima de tudo dar uma palavra ao Rochinha, que fique bem. Uma palavra para ele e para a família, isso é o mais importante, a saúde».

«Não existem vitórias morais, mas este jogo fica na história. Tenho um orgulho tremendo. Homens lá dentro, homens solidários. É duro jogar com dez e depois com nove, mas não abdicamos de tentar ganhar o jogo. Não ganhámos, é verdade, mas quisemos os três pontos antes do jogo e durante o jogo, até ao último minuto. Com menos um, com menos dois. Fica para a história, com o apoio do público, é de louvar, a dar a vida uns pelos outros para não sofrer golos».

[Postura do Vitória sem perder tempo] «Sobre arbitragem prefiro nem falar, tenho é de estar no banco e ajudar a equipa sem perder a cabeça. Não vi uma única vez um jogador do Vitória passar tempo. É sinónimo que estamos ali para jogar. O Alfa foi bem expulso, não nos vamos lamentar. Podemos lamentar outras coisas, mas estamos ali é para jogar. Era fácil cair no chão. O Rochinha deu a vida pela equipa e nós demos todas a vida uns pelos outros. Não aceitamos perdas de tempo, isto é para andar. A nossa equipa é isto: quer ganhar, ganhar e ganhar. Entramos sempre em campo com este espírito. Há uma palavra aqui: qualidade. As nossas oportunidades não foram à sorte, de bola parada, um trambolhão».

[Balneário] «Orgulhosos. Nunca se sentiram sozinhos, sabiam que olhavam para o lado e estava lá um colega para ajudar com um apoio incrível dos adeptos. Não se festeja empates, ficámos frustrados por não ter ganho. Com menos dois homens criámos oportunidades».

Bruno José Ferreira / Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães