Um golo, quase uma dezena de interrupções ou quedas por lesões, cinco substituições forçadas e três pontos para o Rio Ave contra o Vitória de Setúbal, esta tarde, em Vila do Conde.

No meio de tantas, Carlos Mané encontrou a que mais importava: a paragem do golo. Fê-lo ao minuto 38 e traduziu a diferença final do marcador, pondo fim a quatro jornadas sem a vitória para os homens de Carlos Carvalhal.

Regresso feliz do ex-Sporting aos golos em Portugal: o último golo do extremo, por cá, tinha sido pelos leões, há mais de quatro anos, a 30 de agosto de 2015. Precioso, pois, a valer a descolagem de um adversário que partia com os mesmos 12 pontos para jogo.

Primeira parte com mais Rio Ave, que chegaria à vantagem perto do intervalo, perante um Vitória de Setúbal pouco capaz ofensivamente e vítima dos problemas físicos que obrigaram a tirar Ghilas e Pirri de jogo.

O argelino sentiu um desconforto na perna esquerda após um sprint e saiu aos 11 minutos. Até aí, mesmo sem perigo, o V. Setúbal mostrou o atrevimento que deixou de existir até ao descanso. Mais tarde, Pirri – antes já tinha sido assistido – não aguentou e foi rendido por Jubal ao minuto 27.

Rio Ave-Vitória de Setúbal: toda a reportagem do jogo

Entre estes infortúnios, o Rio Ave foi acentuando a pressão em busca de uma vitória que já fugia desde a sexta jornada. Nuno Santos foi o exemplo, tanto do aviso como do desperdício: rematou forte a rasar o ferro (20m) e foi mais perdulário a finalizar um cruzamento prendado de Carlos Mané (24m).

O coroar de um Rio Ave mais perigoso e de ímpeto atacante aconteceu aos 38 minutos. Diego Lopes serviu após um remate intercetado e Carlos Mané, um dos melhores da equipa, fez o resto: com pouco espaço, furou entre Artur Jorge e Jubal e desviou a bola de Makaridze, com um toque subtil para o 1-0.

Os nove remates a favor para um contra e os 62 por cento de posse de bola diziam de uma exibição mais conseguida de um lado e apática do outro. O V. Setúbal não fez um remate enquadrado.

A tendência superior para os de Vila do Conde, coincidência ou não, foi atenuada logo no reatamento, sobretudo após a troca também forçada de Tarantini por Jambor.

Os sadinos deram o clique e agarraram-se ao jogo: três exemplos bastaram em menos de 20 minutos. O maior deles quando Makaridze negou o 2-0 de penálti a Filipe Augusto, após falta de Artur Jorge sobre Mané (62m). Antes, já Nuno Valente obrigara Kieszek a defesa apertada e vira Hachadi falhar por pouco um cruzamento seu.

O que podia ter sido o antídoto fatal do Rio Ave para o crescimento do V. Setúbal, foi anulado por um homem que já conheceu os cantos aos Arcos. Depois, Carvalhal e Meyong mexeram com o jogo: Gabrielzinho e Zequinha tentaram justificar a aposta e foi o brasileiro a cavar várias arrancadas que mantiveram os sadinos em alerta.

Para não fugir à regra criada na primeira parte, Jambor obrigou a mais uma paragem e saiu de maca, lesionado. Tinha rendido Tarantini e acabou a ceder vaga a Taremi: o Rio Ave conseguiu controlar e chegou às 250 vitórias na Liga.

O resumo do jogo:

Ricardo Jorge Castro / Estádio do Rio Ave FC, Vila do Conde