Com o empate a zero diante do Vitória de Setúbal, os açorianos do Santa Clara ficam a aguardar por um derrota do Desportivo das Aves, este domingo, para garantir a manutenção na primeira liga já nesta jornada.

A equipa de João Henriques não foi além de um empate esta tarde na receção ao V. Setúbal e soma agora 38 pontos, o melhor registo pontual dos insulares no principal escalão do futebol português.

Já o Vitória, continua na luta para não descer. Tem 33 pontos e ocupa a 11ª posição. Apesar do resultado, os sadinos foram a equipa que, em campo, mais fez por garantir os três pontos.

Arrumadas as contas da tabela, vamos ao jogo. No relvado, o Santa Clara dominou nos primeiros minutos da partida, ainda assim, sem protagonizar grandes oportunidades de golo. O ritmo do jogo não foi elevado nos primeiros minutos e da parte dos visitantes, as tentativas de perigo iam sendo resolvidas por João Lopes, que hoje foi o dono da baliza açoriana. 

Ainda assim, o contra-ataque dos sadinos colocava os açorianos em sentido, já que a equipa de Sandro Mendes, quando conquistava o esférico, fazia da rapidez uma arma perigosa à tranquilidade do guardião dos açorianos. Aliás, por sorte, aos 18 minutos, a bola não entrou na baliza da equipa da casa. ‘Traído’ pelo relvado, foi o próprio Cádiz a falhar a emenda mesmo à entrada da pequena área.

Já da parte do Santa Clara, eram evidentes as dificuldades em furar o bloco defensivo dos vitorianos. O melhor que se viu da equipa de João Henriques, na primeira parte, saiu dos pés do médio iraquiano, Osama Rashid, que, bem posicionado, rematou mas Makaridze estava atento.  

No regresso dos balneários, repetiu-se o argumento do filme da primeira parte. O Vitória de Setúbal mantinha-se como a equipa que mais procurava garantir os três pontos. Do outro lado, um Santa Clara muito longe do que foi a exibição diante do FC Porto, no Dragão, não só em termos de organização de jogo, mas até de ambição.

Como se não bastasse, até os ventos da sorte pareciam dispostos a atrasar a festa da manutenção dos açorianos em casa. Basta ver aquela que foi a mais flagrante oportunidade de golo do Santa Clara, aos 56 minutos: uma recarga de Kaio que só não atingiu as malhas dos sadinos por causa de um toque do esférico na trave.

Oportunidades teve também o Vitória de Setúbal. Cádiz, que foi desde o primeiro minuto, o mais ambicioso pelo golo, ganhou, com entrada de Mendy, o parceiro certo para reforçar a pressão na área dos açorianos.

Aos 81 minutos, também o poste fez a diferença no remate do número 23 do Vitória.

Já no tempo de compensação, o Santa Clara colocou ‘a parte toda no assador´ e por pouco não se inaugurava o marcador. Schettine, que esteve longe do seu melhor nesta partida, chegou a ter o golo da vitória na cabeça. Uma vez mais, o poste traiu a intento da equipa da casa.

E assim terminou o jogo: com zeros no marcador e um ponto para cada lado, um resultado que adia a festa da manutenção do Santa Clara em casa e que deixa o Vitória de Setúbal, em condição pior, ainda assim ligeiramente mais perto do objetivo.

Luísa Couto / Estádio de São Miguel, Ponta Delgada