Ainda não há contrato assinado, mas já haverá um princípio de acordo para a renovação de contrato de Lito Vidigal com o Boavista, que expira no final desta época.

A revelação foi feita pelo presidente do clube, Vítor Murta, num encontro com os jornalistas e na presença do técnico.

«Entre dois homens, vale mais a palavra do que um documento assinado. Temos a palavra dada. Não assinámos nenhum documento, mas já conversámos e temos projetado um Boavista já para a época seguinte e para a frente. Ele estará cá enquanto quiser e é nossa intenção que ele esteja cá por muitos anos. O segredo para o sucesso é a estabilidade. Não podemos continuar a viver com treinadores que chegam a meio da época e saem a meio da época seguinte», afirmou o dirigente, acrescentando: «O Lito no ano passado conseguiu, juntamente com os jogadores e com a ajuda desta massa adepta, pontos suficientes para ir à Liga Europa. Se tivesse cá chegado no início da época, nesta altura estaríamos na Liga Europa e certamente a fazer melhor figura que muitos que lá estão.»

Por sua vez, confrontado com a hipótese de renovar, o técnico revelou a sua disponibilidade. «Quando um não quer, dois não conseguem. A partir do momento que eu e o presidente estejamos em sintonia, vamos sentar. Para mim, nunca haverá dificuldades em chegar a acordo com o Boavista», afirmou Lito aos jornalistas, reafirmando que a equipa, a única invicta na Liga, juntamente com o Famalicão, «tem crescido mentalmente».

Vítor Murta aproveitou o momento também para lançar o desafio da conquista da Taça de Portugal ao Boavista, que na 3.ª eliminatória joga fora frente ao Desp. Chaves. 

«Andei a limpar o espaço onde temos as taças e temos lá um espacinho para a sexta. Não tenho dúvidas que na condição de presidente do Boavista conseguirei um feito histórico, já está escrito. Já li isso. Sei como hei-de conseguir chegar até lá. Temos aqui uma equipa técnica com essa ambição. Se não for este ano, será num curto espaço de tempo», afirmou o presidente.

Lito Vidigal respondeu a essa ambição lado a lado com dirigente do Boavista. «Gosto de pressão, sempre vivi com pressão. Quando não a há nas minhas equipas, sou eu próprio a meter essa pressão. E eu também meto pressão no presidente. A pressão que ele me possa meter a mim eu ponho-a a ele. Mas mais importante é sermos equilibrados e estáveis. Não entrarmos em euforias na vitória ou em histerismo quando as vitórias não acontecem.»

Sérgio Pires