«As grandes equipas veem-se também quando fazem jogos menos bons e mesmo assim conseguem vencer.»

As palavras de Diogo Branquinho na véspera do segundo jogo do Europeu pareciam uma premonição do que viria a acontecer no dia seguinte.

Após o triunfo sobre França a abrir o europeu de andebol, era preciso não facilitar e a seleção portuguesa cumpriu. Mas não sem sofrimento.

Portugal teve a oportunidade de conseguir algum conforto no marcador, entrou nos últimos dez minutos com cinco golos de vantagem, mas vencia apenas por dois a um minuto e meio do fim.

E mesmo sem acerto ofensivo, conseguiu segurar a vantagem e vencer por 27-24, ficando agora à espera de uma vitória (ou empate) da Noruega sobre a França para garantir a passagem à próxima fase.

Melhores momentos do jogo:

Desde cedo se percebeu que a equipa portuguesa era superior à Bósnia.

Desde cedo se percebeu que a equipa portuguesa era superior à Bósnia.

Paulo Pereira mudou mais de metade do sete inicial que tinha alinhado com a França – manteve apenas o central Rui Silva, o guarda-redes Alfredo Quintana.

Após empates sucessivos até aos 4-4 nos primeiros dez minutos, Portugal arrancou para uma vantagem de três golos que segurou até aos 10-7, permitindo depois o empate a 10.

Paulo Jorge Pereira pediu então um time-out para reajustar as ideias, mas Portugal não conseguiu melhor do que chegar com vantagem de um golo ao intervalo (12-11).

Grahovac fecha a baliza bósnia...

A entrada portuguesa na segunda parte, contudo, foi francamente má. A Bósnia fez um parcial de 3-0 nos primeiros oito minutos, muito contribuindo para isso o guarda-redes Grahovic, com quatro defesas a abrir o segundo tempo.

Portugal respondeu na mesma moeda nos três minutos seguintes e voltou a passar para a frente, mas por pouco tempo, o que obrigou o selecionador português a pedir novo desconto de tempo aos 13m, com uma desvantagem de 15-16.

...até Portela a arrombar!

Da paragem veio a mudança para o 7x6 no ataque e um parcial de 5-0 de Portugal, com quatro golos de Portela, dois deles com a baliza deserta.

Mais: o ponta direita dos franceses do Tremblay marcou sete em oito golos de Portugal a partir do time-out e a equipa lusa disparou para cinco golos de diferença à entrada dos últimos dez minutos.

Depois veio o tal período de maior desnorte, mas a vitória já não fugiu, apesar de a equipa lusa ter tido um jogo menos conseguido do que aquele que fez com a França.

Mas isso também é um sinal de crescimento e de que estamos perante uma grande equipa, não verdade?

[artigo atualizado]

Adérito Esteves / enviado especial a Trondheim, Noruega