O Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa defendeu, hoje, em Valença que a economia nacional precisa de crescer, "claramente", acima dos 2% para permitir o investimento e a criação de emprego.

"Precisamos de aumentar as taxas de crescimento, claramente, acima dos 2%. Não é apenas por uma questão de criação de emprego é para uma libertação de poupança. Uma formação de poupança é um investimento que assegura a sustentabilidade desse crescimento, nomeadamente, em termos de recursos humanos, de pessoas", afirmou o chefe de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa, que falava naquela cidade do Alto Minho, durante a inauguração do Centro de Inovação e Logística de Valença (CILV) que integra o novo campus académico da Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), afirmou que o crescimento económico "é o grande desafio nacional dos próximos anos".

"É muito difícil haver investimento público ou privado, a nível mais amplo ou mais restrito se não crescemos mais. Esse é um grande desafio nacional", reforçou Marcelo Rebelo de Sousa que reconheceu tratar-se de desafio que exige "um grande esforço".

"Precisamos crescer na formação qualificada mas para termos formação qualificada precisamos de investir e para isso temos de crescer. Nós precisamos para crescer de formar muito melhor os nossos melhores, sendo que os nossos melhores, em muitos casos, já são os menores em qualquer ponto do mundo. Precisamos ir mais longe porque os outros vão mais longe todos os dias. Neste particular não há empates. Empatar é perder", frisou.

Presidente espera para breve avanços na descentralização do país

O Presidente da República manifestou-se também confiante no avanço, nos próximos tempos, da descentralização do país, apesar de reconhecer a complexidade do processo.

"Continuo confiante. Sei que é difícil. Como é complexa, ainda, a convergência cabal em torno de certas facetas da descentralização, mas seria positivo que nas próximas semanas e meses o país pudesse dar mais um passo no sentido da descentralização", afirmou.

Marcelo Rebelo de Sousa desafiou os partidos políticos a tentarem o melhor acordo sobre este processo, dando os passos possíveis.

"Um, dois ou três, os que fossem possíveis. Eu sou muito paciente. E disse no meu discurso de tomada de posse que, muitas vezes não é possível o ótimo, mas então tentemos o razoável, para já não dizer o bom. E aqui o bom é mesmo o razoável. É conseguir um acordo relativamente a um, ou dois ou três pontos no caminho da descentralização. Se isso for possível é bom para todos os portugueses", afirmou.

O Presidente da República, que discursava durante inauguração do Centro de Inovação e Logística de Valença (CILV), que integra o novo campus académico da Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), sublinhou o "contributo" dos Institutos Politécnicos para a descentralização do país "antes da sua concretização no plano jurídico e político".

Na quinta-feira, o Conselho de Ministros aprovou a proposta de descentralização de competências para as autarquias e entidades intermunicipais, que vão passar a gerir áreas como a educação, saúde, ação social e áreas portuárias.

Redação / PP