A Euronext Lisboa não foge à regra, mas o vermelho parece continua a exercer fascínio na bolsa portuguesa. O índice PSI20 perde 0,01% para os 7.467,86 pontos.

Numa sessão pouco animada, a Impresa revela-se ser a excepção à regra. As acções da dona da SIC somam 2,11% para os 5,32 euros, ainda impulsionada pelo negócio com o BPI para o controlo da estação de televisão de Carnaxide e pelas perspectivas positivas para o mercado publicitário para o próximo ano.

Com um ganho menor, a Cofina avança 0,53% para os 3,76 euros, enquanto que a Media Capital corrige dos ganhos da última sessão, com as acções a recuarem 0,37% para os 5,38 euros.

A Portugal Telecom (PT) soma 0,11% para os 8,88 euros e trava, assim uma maior queda no principal índice nacional. Já a queda de 0,54% para os 1,85 euros do Banco Comercial Português (BCP) conduz o PSI20 para o vermelho.

Os títulos mais afectados pela instabilidade política que o país atravessa, uma vez que ficam por resolver dossiers importantes para as respectivas empresas, seguem estáveis, depois de dois dias de fortes quedas. A Energias de Portugal (EDP) segue nos 2,21 euros, com a integração do gás na eléctrica a correr o risco de regressar ao ponto inicial. Enquanto que a Brisa pode ver a introdução de portagens nas auto-estradas sem custos para os utilizadores (SCTUs) anulada. As acções da concessionária de auto-estradas seguem nos 6,45 euros.

O preço do petróleo continua a descer e a suportar os ganhos nas bolsas europeias. Contudo, as expectativas concentram-se nos dados sobre o emprego na maior economia do Mundo. Um importante indicador sobre o estado de saúde da economia norte-americana.

Na Europa, o índice alemão DAX soma 0,28%, o índice francês CAC ganha 0,16%, o índice londrino FTSE avança 0,19% e o índice madrileno IBEX sobe 0,20%. A abertura dos mercados norte-americanos deve ser em alta.
Sandra Pedro