Os ganhos foram liderados pela família Sonae. A Sonaecom valorizou 4,61% para os 3,86 euros, um cêntimo abaixo do máximo desde 2001. A subsidiária de telecomunicações do grupo liderado por Belmiro de Azevedo está a ser impulsionada pela aprovação preliminar da Anacom à comercialização do telefone fixo sem assinatura mensal para o mercado residencial. Estes é um produto que pode aumentar a concorrência à PT e aumentar as receitas da dona da Novis.

A holding do grupo também terminou em alta. As acções da Sonae SGPS somaram 1,98% para os 1,03 euros, com 7,3 milhões de títulos negociados. Um forte volume gerado com passagens de diversas centenas de papéis, no âmbito de ajustes de carteiras normal para a altura do ano.

O Banco Comercial Português (BCP) continua a ser o título com maior liquidez na praça nacional. O maior banco privado português negociou mais de 31 milhões de acções, incluindo uma passagem de 24 milhões de títulos. Os operadores atribuem a esta e outras elevadas passagens que o banco tem registado desde Novembro a um ajustamento de carteiras, «provavelmente o regresso de fundos de investimento estrangeiros, que deixaram o título aquando da distribuição do dividendo intercalar».

A Energias de Portugal (EDP) regressou aos ganhos. A eléctrica nacional ganhou 0,9% para os 2,23 euros. A Portugal Telecom (PT) subiu 0,33% para os 9,23 euros.

Em alta terminou ainda a Brisa, com um ganho de 1,83% para os 6,66 euros. A Impresa avançou 0,93% para os 5,42 euros, acompanhada pela Cofina, que subiu 0,54% para os 3,70 euros. Pelo contrário, a Media Capital foi um dos títulos que fecharam no vermelho. As acções da dona da TVI recuaram 0,9% para os 5,20 euros, apenas acompanhadas pela Teixeira Duarte, que perdeu 0,93% para os 1,06 euros.

No resto da Europa, este início de semana foi positivo para as principais bolsas, estimuladas pela prestação das congéneres europeias e pelos títulos do sector petrolífero e metalúrgico. O índice londrino FTSE somou 0,91%, o índice espanhol IBEX ganhou 0,69%, o índice alemão DAX avançou 0,92% e o índice francês CAC subiu 1%.

Os mercados norte-americanos seguem também em alta, impulsionados pelas tecnológicas. A Oracle vai poder avançar com a fusão com a PeopleSoft, após uma batalha judicial. Por outro lado, as vendas a retalho registaram uma subida em Novembro. O índice Dow Jones soma 0,29% e o índice Nasdaq ganha 0,41%.
Sandra Pedro