Os pesos pesados e o Grupo Sonae são os que mais penalizam o principal índice nacional. O Banco Comercial Português (BCP) valorizou 8% na passada semana, o que está a fazer com que os investidores aproveitem para vender as acções do maior banco privado português para realizarem lucros. As acções estão, por isso, a descer 1,96% para os dois euros.

A Energias de Portugal (EDP) recua 0,44% para os 2,28 euros. O mesmo verifica-se com a Portugal Telecom (PT), cujos títulos descem 0,55% para os 9,09 euros.

O mesmo movimento é sentido na Sonae SGPS, que com cinco milhões de acções negociadas, perde 1,79% para os 1,10 euros. A subsidiária para as telecomunicações acompanha-a, embora com uma queda menor. A Sonaecom desce 0,26% para os 3,86 euros.

De fora deste movimento de realização de lucros encontra-se a Corticeira Amorim. As acções da empresa somam 5,66 euros para os 1,12 euros, impulsionadas pelo facto da empresa ser uma das cotadas apontadas pelos analistas como uma das favoritas para 2005.

A Jerónimo Martins vai apresentar os números preliminares das vendas de 2004. As acções sobem 0,5% para os 10,10 euros, perante as perspectivas positivas.

Tal como em Lisboa, as principais praças europeias acabaram por ceder à atracção das quedas. O índice londrino FTSE perde 0,3%, o índice francês CAC desce 0,35%, o índice alemão DAX recua 0,39% e o índice espanhol IBEX desvaloriza 0,29%.

Os mercados norte-americanos devem abrir em queda, dado a subida do preço do petróleo. Os investidores esperam ainda pela divulgação das gigantes Intel e Samsung, que poderão ditar o rumo dos mercados, em especial o índice tecnológico Nasdaq.
Sandra Pedro