A Sonae SGPS liderou nos ganhos e no volume de negócios. A holding liderada por Belmiro de Azevedo somou 3,88% para os 1,07 euros, igualando o máximo atingido a 5 de Março último. Foram transaccionados 20 milhões de papéis, em operações de ajuste de carteira, naturais para a altura do ano.

Também a Sonaecom terminou em alta. As acções da subsidiária para as telecomunicações ganharam 1,56% para os 3,90 euros, impulsionadas pela eventual decisão da Anacom em obrigar a PT a reduzir o período para o acesso à rede de cobre às operadoras alternativas.

Em destaque esteve ainda a Impresa. O grupo liderado por Francisco Pinto Balsemão registou um ganho de 0,91% para os 5,57 euros, a aliviar do máximo desde Abril de 2001 nos 5,60 euros. Os títulos da dona da SIC estão a ser impulsionados pelas fortes perspectivas para o mercado publicitário para 2005.

Nos pesos pesados, foi a Energias de Portugal (EDP) que mais contribuiu para o fecho no vermelho no PSI20. As acções da eléctrica nacional perderam 0,88% para os 2,26 euros. A EDP apresentou, ontem, aos investidores o plano estratégico para os próximos três anos. Ainda que tenha apresentado um plano de investimento de seis mil milhões, as estimativas operacionais decepcionaram o mercado.

O Banco Comercial Português (BCP) terminou estável nos 1,87 euros, enquanto que a Portugal Telecom (PT) desceu 0,33% para os 9,10 euros.

As principais bolsas europeias fecharam com ganhos moderados. A queda do preço do petróleo e os dados económicos melhores do que o esperado nos Estados Unidos seguraram o optimismo verificado ao longo da manhã. O índice espanhol IBEX somou 0,31%, o índice alemão DAX ganhou 0,52%, o índice francês CAC subiu 0,20% e o índice britânico FTSE avançou 0,15%.

Nos mercados norte-americanos, o índice Dow Jones sobe 0,31%, enquanto que o índice Nasdaq recua 0,03%.
Sandra Pedro