O sector das telecomunicações foi o que registou maiores ganhos nesta terça-feira. A Portugal Telecom (PT) subiu 1,13% para os 8,94 euros. Mas a maior valorização pertenceu à subsidiária para as telecomunicações do grupo liderado por Belmiro de Azevedo. A Sonaecom ganhou 3,7% para os 3,64 euros, novo máximo desde Novembro de 2002, a recuperar das perdas da última semana e impulsionada pela perspectiva da francesa France Telecom na estrutura accionista.

Com novo máximo desde Abril de 2002 nos 5,39 euros fechou a Impresa, ainda que as acções tenham terminado a ganhar 0,94% para os 5,38 euros. As acções da dona da SIC têm sido impulsionadas pelas negociações que tem vindo a realizar com o BPI, com objectivo de controlar a totalidade da estação de televisão de Carnaxide.

O destaque vai também para a Energias de Portugal (EDP). Os títulos da eléctrica nacional foram responsáveis por mais da metade dos negócios realizados no principal índice nacional, com 15,4 milhões de papéis negociados. As acções ganharam 0,45% para os 2,22 euros. As tarifas para a electricidade vão aumentar mais de 2% no início do próximo ano, mas o que movimenta os títulos da eléctrica é a questão em torno do negócio do gás. O Governo já afirmou que não vai avançar com a reestruturação do sector energético português. Por seu lado, a EDP já afirmou que não vai desistir do gás. Certo é que na próxima quinta-feira é conhecido o veredicto final de Bruxelas quanto à fusão da Gás de Portugal na EDP, embora se espera um cartão vermelho, devido a questões de concorrência.

A Brisa também registou uma sessão positiva. As acções da concessionária de auto-estradas somaram 0,31% para os 6,46 euros, animadas pela recomendação em alta do banco UBS.

A travar maiores ganhos no PSI20 esteve o Banco Comercial Português (BCP), que perdeu 0,54% para os 1,83 euros.

Nas restantes bolsas europeias, os ganhos foram superiores aos verificados em Lisboa. Uma subida inesperada na confiança dos empresários germânicos foi o suficiente para afastar as principais praças europeias do vermelho. O índice alemão DAX somou 0,4%, o índice espanhol IBEX ganhou 0,35%, o índice parisiense CAC subiu 0,53%, o índice londrino FTSE avançou 0,12%.

Já nos Estados Unidos, embora o sentimento seja positiva, está muito mais contido do que na Europa. A queda no preço do petróleo está a impulsionar, mas a fusão da Johnson & Johnson com a gigante Guidant está a servir de travão a maiores ganhos. O índice Dow Jones ganha 0,05% e o índice Nasdaq soma 0,32%.
Sandra Pedro