Já a receitas do segundo trimestre registaram uma quebra de 5% para os 225,9 milhões de euros, na sequência dos «abrandamento na actividade dos mercados financeiros internacionais», anuncia a Euronext.

O aumento das receitas nos primeiros seis meses do ano ficou a dever-se «à forte performance, nomeadamente nas vendas de programas informáticos, na recuperação da actividade de cotação e aos satisfatórios resultados nos mercados de derivados», salienta a empresa.

De acordo com a empresa, os primeiros sinais de recuperação na actividade principal (cotação) começaram a observa-se nos primeiros meses do ano. O segundo trimestre confirmou o seu desenvolvimento com a entrada de seis novas empresas em bolsa, destacando a francesa Snecma. Em Julho registaram-se oito entradas em bolsa, no entanto «as receitas relacionadas não estão incluídas nos números do segundo trimestre», sublinha. Assim, as receitas entre Abril e Julho cresceram 4,4% para os 9,3 milhões de euros.

As receitas que resultam da actividade de negociação foram atingidas pela depressão sentida nos mercados. As negociações assistiram a um decréscimo de 14,5% em comparação com o segundo trimestre de 2003, «em linha com os maiores mercados de acções». Uma diminuição nos preços das tarifas foi também responsável pela quebra das receitas. No mercado de derivados, as receitas cresceram 5% para os 83,1 milhões de euros, em consequência do aumento do volume.

Quanto a outro tipo de receitas, estas registaram um decréscimo de 41,96% para os 6,5 milhões de euros face aos 11,2 milhões de euros alcançados em igual período anterior.