A AF Investimentos tinha 5 mil milhões de euros sob gestão no mês passado, correspondentes a uma quota de 21,84%, quando em Junho o volume era de 5,18 mil milhões de euros (com uma quota de 22%), de acordo com os números mensais da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP).

De um modo geral, os fundos de investimento registados na APFIPP registaram uma quebra no mês passado. A Caixagest viu os fundos sob gestão diminuírem 0,45% para os 4,43 mil milhões de euros em Julho contra os 4,45 mil milhões de euros verificados em Junho. Já a quota de mercado subiu para 19%.

Pelo contrário, a sociedade gestora Pedro Arroja registou um aumento de 2% nos activos sob gestão. Em Junho tinha sob sua responsabilidade a gestão de 7,78 milhões de euros, tendo subido para os 7,94 milhões de euros um mês depois.

Entre os fundos de investimento com maior volume de activos sob gestão encontram-se ainda o Santander - SGFIM, com 4,26 mil milhões de euros, correspondentes a uma quota de 18,26%, e o BPI Fundos, com 4,2 milhões de euros de activos (18%).

O volume global de activos sob gestão por sociedades gestoras portuguesas também registou um decréscimo em Junho. De acordo com a APFIPP, o volume global de activos sob gestão ascendia a 23,3 mil milhões de euros, o que representa uma descida de 0,43% em comparação com os 23,4 mil milhões de euros registados em Junho último.

Fundos de pensões com rendibilidade média de 0,2% no segundo trimestre

Os fundos de pensões portugueses registaram uma rendibilidade mediana de 0,2%, de acordo com a consultora Watson Wyatt, enquanto que a rentabilidade média ponderada se situou nos 0,7%, o que confirmou a tendência registada no último ano.

Quando comparado com a estimativa anterior da consultora (0,4%), a rentabilidade média ponderada foi superior a 0,3%. Resultados que se devem ao facto da maioria dos fundos de pensão terem superado a maioria do índices de referência.

Pela positiva destacaram-se o mercado de acções euro (+3,3%) e o imobiliário (+2,1%). Pelo contrário, a nota negativa foi para o mercado obrigacionista e as acções internacionais, com rentabilidades negativas de 1% e de 0,6%, respectivamente.
Redação