O Benfica é campeão nacional de futsal, depois de ter vencido o Sporting por 4-3, na «negra», o quinto e último jogo da final do playoff.

Depois de três anos de «seca», nos quais os leões conseguiram três campeonatos seguidos, os comandados de Joel Rocha quebraram a malapata este domingo e conquistaram o oitavo título da história.

Empurrado pelos adeptos, o Benfica entrou melhor na partida e nos primeiros minutos conseguiu superiorizar-se ante o eterno rival.

Depois de algumas ameaças à baliza de Guitta, Raúl Campos, numa questão de segundos, fez dois golos de rajada e meteu a Luz em ebulição.

Só que este Sporting, mais do que habituado a estas andanças, não se deixou intimidar e Cardinal chegou-se à frente para reduzir e deixar uma mensagem aos adeptos: «calma, que isto ainda não acabou!»

Leo seguiu o exemplo do colega de equipa e deixou tudo empatado pouco depois, num golo em que ainda contou com a preciosa ajuda de André Coelho.

Completamente louco, o jogo ficou completamente partido, com bola cá bola lá e, parafraseando Cristiano Ronaldo, parecia que o frasco de ketchup se tinha aberto.

Bruno Coelho e Raúl Campos voltaram a dar uma vantagem de dois golos aos encarnados, mas Rocha reduziu ainda antes do intervalo.

No segundo tempo a intensidade manteve-se, mas, com o aproximar do apito final, a quadra deixou de ver tanto espetáculo para ver mais nervos.

Sem golos para reanimar as hostilidades, coube ao Sporting, naturalmente, ir à procura do empate, com o 5x4 liderado por Alex Merlim nos últimos minutos.

O Benfica, farto de ver o rival festejar, fechou a baliza a sete chaves, mas ainda precisou da ajuda preciosa do poste para poder celebrar: a cinco segundos do fim, Cavinato atirou ao poste e deixou a Luz em alvoroço por breves instantes.

No fim de contas, a vitória foi vermelha, mas importa realçar mais um excelente serviço que ambas as equipas prestaram à modalidade: o futsal está bem, recomenda-se, e os eternos rivais da Segunda Circular podem orgulhar-se do que fizeram nesta final.

FILME DO JOGO 5.

Rafael Vaz