O Valkyrie, o "Fórmula 1 de estrada" que está a ser desenvolvido entre a Aston Martin e a equipa de Fórmula 1 da Red Bull, vai ser um superdesportivo feito à medida do seu proprietário, justificando, desta e de outras formas, os 3 milhões de euros que vai custar.

No momento em que a sua unidade estiver a ser fabricada, cada cliente terá de aceitar submeter-se a um scanner 3D, para que seja feita uma reprodução do seu corpo. A qual será depois utilizada para fazer um banco à medida do ocupante.

O objetivo, segundo o presidente da Aston Martin Ásia-Pacífico, Patrik Nilsson, é garantir a cada condutor uma posição de condução a roçar a perfeição. Tudo para que o suporte lateral e lombar seja capaz de garantir o melhor apoio contra as forças a que o Valkyrie submeterá o “piloto”, não só em curva, como também em aceleração, que poderão alcançar os 3 e 4 G, respetivamente.

“Não estamos interessados em conseguir a maior velocidade máxima, mas sim em oferecer o desportivo mais dinâmico possível”, adianta o responsável. “Tal como na Fórmula 1, o carro que vence é aquele que consegue travar num mais curto espaço, que curva mais rápido e que acelera mais depressa. Não necessariamente aquele que atinge a mais alta velocidade de ponta”, acrescentou.

O Valkyrie, nome que dá continuidade à tradição de nomes começados pela letra “V”, como é o caso dos Vanquish, Vantage e Vulcan, tem por base uma plataforma em fibra de carbono, o que permitirá ao superdesportivo um peso máximo de aproximadamente 1.000 kg.

A mecânica híbrida será inspirada na F1, que, com um V12 6,5 litros naturalmente aspirado e o conhecido sistema KERS no apoio, deverá anunciar qualquer coisa como 1.000 cv de potência. Ou seja, uma relação peso/potência verdadeiramente impressionante de 1:1.

Serão produzidas 150 unidades, com 25 unidades adicionais para uma utilização exclusivamente em pista. Todos já estão vendidos, cada uma por mais de 3 milhões de euros, sendo que as primeiras entregas estão marcadas apenas para 2019.