O presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, afirmou esta terça-feira que a não renovação do futebolista maliano Moussa Marega não está relacionada com cortes salariais, mas que era «inviável» comportar valores que o avançado vai auferir no Al Hilal da Arábia Saudita.

«A não renovação do Marega não tem a ver com corte de salário. O Marega tinha um salário alto, já é publico que o Marega vai ganhar 15 milhões [de euros] limpos em três anos e isso ao FC Porto custaria 30 e tal milhões. Não é preciso ser expert em contas, nem em futebol, para perceber que isso era inviável», afirmou Pinto da Costa, confirmando os valores que o Maisfutebol tinha avançado sobre as negociações de Marega com o Al Hilal.

Na apresentação da recente situação financeira da SAD do FC Porto, na qual o administrador da sociedade, Fernando Gomes, explicou as razões para o aumento do empréstimo obrigacionista para 70 milhões de euros, Pinto da Costa disse ainda que a «próxima época já está a ser pensada» e que os negócios por Danilo Pereira com o PSG (16 milhões de euros) e de Vitinha com o Wolverhampton (20 milhões de euros) retiram «pressão de estar com necessidade de ceder qualquer outro jogador» que o FC Porto não queira ceder.

Por outro lado, insistiu que a questão da renovação com o treinador Sérgio Conceição fica para depois do fim da época 2020/2021. «Já foi dito que falaríamos sobre isso no final do campeonato, o campeonato ainda não acabou, para nós o último jogo é encarado com a mesma seriedade», disse, em alusão ao encontro desta quarta-feira, em que o FC Porto recebe o Belenenses, para a 34.ª jornada da I Liga.

Pinto da Costa disse ainda que o empréstimo obrigacionista «é para a gestão corrente, para normalizar as contas, para se consumar a saída do fair-play [financeiro]».

Ricardo Jorge Castro / Estádio do Dragão, Porto