O investigador, romancista, tradutor e poeta Augusto Mascarenhas Barreto, de 93 anos morreu esta terça-feira, segundo informação prestada à Agência Lusa pelo fadista Ricardo Ribeiro.

Morreu um grande fadista, um português de talento, um erudito”, afirmou o fadista que gravou, de Mascarenhas Barreto, “Fado é Canto Peregrino”.

Além de Ricardo Ribeiro, fadistas como António dos Santos, Julieta Estrela e Saudade dos Santos gravaram poemas de Mascarenhas Barreto.

Mascarenhas Barreto, que ia completar 94 anos no próximo dia 27, é autor da obra “O Fado - Origens Líricas e Motivações Poéticas”, na qual remete a origem do fado à da nacionalidade portuguesa.

Segundo o autor, a origem do fado está na escola de poesia provençal, que influenciou os primeiros poetas-trovadores portugueses. A ”chansó”, o “sirvente”, o “contenses”, o “plang” estarão na origem do fado.

Além dos estudos sobre o fado, Mascarenhas Barreto foi um dos principais defensores da tese de que o navegador Cristóvão Colombo tinha origens portuguesas.

Além de “O Português Cristóvão Colombo, Agente Secreto do Rei D. João II”, Mascarenhas Barreto publicou também “Colombo português: Provas Documentais”, em dois volumes, onde defende que Colombo era natural de Cuba, no Baixo Alentejo, filho de D. Fernando, duque de Beja e de Viseu, e de Isabel Gonçalves Zarco.