Keith Flint, vocalista dos Prodigy, morreu aos 49 anos. 

De acordo com o comunicado da polícia de Essex, Inglaterra, citado pela BBC, os serviços de urgência foram chamados depois de um homem ter sido encontrado inconsciente.

"Fomos chamados para assistir um homem na morada Brook Hill, North End, pouco depois das 8:10 de segunda-feira. Acorremos ao local e, infelizmente, o óbito foi declarado no local. A família foi informada", lê-se no comunicado.

Segundo a polícia, a morte não é considerada suspeita.

A banda emitiu um comunicado onde se dizem "profundamente chocados e tristes com a morte do irmão e melhor amigo".

"Um verdadeiro pioneiro, inovador e lenda. Será lembrado para sempre", escrevem.

Já no Instagram, a banda confirma que o vocalista se suicidou durante o fim de semana.

"As notícias são verdade, não acredito que estou a escrever isto, mas o nosso irmão Keith acabou com a própria vida durante o fim de semana. Estou muito chocado, extremamente chateado, confuso e de coração partido. Descansa em paz", escreveu Liam Howlett, teclista da banda.  

 

Keith Flint era uma das vozes dos The Prodigy, a par de Maxim, e rosto principal do trio que se completava com Liam Howlett, adquirindo uma maior dimensão e protagonismo aquando do lançamento do disco “The Fat of the Land”, do qual foi extraído o ‘single’ “Firestarter”, cujo vídeo o tinha como figura central.

A banda, que passou por Portugal várias vezes, a última das quais no ano passado no cartaz do North Music Festival, no Porto, estava neste momento a promover o disco “No Tourists”, lançado em novembro, tendo agendada uma digressão pelos Estados Unidos em maio, para além de múltiplas participações em festivais de verão também já marcadas.

Criados em 1990 no Essex por Howlett, os Prodigy tornaram-se um fenómeno global com o lançamento do terceiro disco, “The Fat of the Land”, em 1997, que vendeu mais de dez milhões de cópias em todo o mundo, causando impacto com temas como “Smack My Bitch Up” ou “Breathe”.