Há 25 anos, morreu um dos maiores ícones musicais de sempre. A 24 de Novembro de 1991, Freddie Mercury partiu e deixou um imenso legado musical que acompanhou, e acompanha, fãs por todo o mundo. Fomos procurar compreender este fenómeno musical através da visão de Nelson Miguel, locutor da rádio M80 e “fã incondicional” de Freddie Mercury.

O vocalista e líder dos Queen, que faleceu após anunciar que era portador de VIH, deixa inúmeros êxitos no reportório musical de muitas gerações, nomeadamente “Don’t Stop Me Now”, “I Want to Break Free”, “These are the Days of Our lifes” ou “Love of my Life”, entre tantos outros.

Nelson Miguel acredita que “Freddie Mercury veio dar uma nova lufada de ar fresco ao rock que se fazia na altura”, tanto nos anos 70, como nos 80 e princípios de 90.

A começar claramente pela sua voz, o locutor afirma que a “componente lírica de Freddie Mercury” marcava todas as suas composições.

Segundo Nelson, este é um dos “segredos” que explica o sucesso da banda e que levou as suas músicas a atravessarem gerações. Mas não foi o único.

Toda aquela imagem um pouco irreverente aliada à voz e a todos os elementos dos Queen, nomeadamente um fantástico guitarrista, um baixista e também um grande baterista, ajudou imenso”

Na opinião do locutor da M80, a “irreverência” que o vocalista trouxe, juntamente com todo o seu “glam rock” característico dos anos 70 e os “vestidos espampanantes” da altura, ajudaram e tiveram influência na própria “imagem de marca” de Freddie Mercury. Imagem esta que teve um grande impacto na época e gerou um sucesso à volta da própria concepção artística do cantor.

No fundo, aquilo que marcava mais o Mercury como a «grande estrela» era a sua irreverência e a sua maneira de fazer a performance em palco.”

Nelson Miguel fez referência ao “grande concerto de Wembley de 1986”, recordando um dos últimos concertos da banda, com o vocalista ainda vivo, como “realmente memorável”. Acrescenta que “toda aquela imagem e toda aquela força que ele tinha em palco conseguia realmente cativar qualquer um que estivesse ali em frente.”

Nelson recorda a versatilidade do cantor e refere um dos temas mais vendidos pelos Queen, “Bohemian Rhapsody”, como uma “composição de excertos de ópera misturados com o rock puro”. Este trabalho, na opinião do locutor, ilustra “tudo aquilo que fazia parte do próprio Freddie Mercury, já que “ele dizia que não gostava muito de se colar a um único estilo” e até chegou a ter aulas de canto lírico.

Se recordarmos e recuperarmos toda a carreira de Freddie Mercury, conseguimos descobri-lo em várias facetas: na mais pop, na mais rock, até na faceta um pouco «dançável»”

Quando questionado sobre a possibilidade de existir alguém como Freddie Mercury, Nelson defende que “ninguém, até à data, conseguiu ser um artista a 100% completo como ele era”.

Não há ninguém que tenha marcado, como ele marcou, a nível da voz, da imagem, da irreverência e de tudo o que estava à volta do próprio artista. Até agora não me parece que tenha existido alguém que venha substituir este grande ícone do rock.”

Redação / Francisca Salema