Britney Spears pediu ao tribunal para retirar os poderes ao pai, Jamie Spears, que lhe permitem ter controlo sobre vários aspetos da vida pessoal e carreira da cantora.

Jamie Spears tem a tutela legal da filha desde 2008, depois de a cantora norte-americana ter sido internada duas vezes numa instituição de saúde mental.

Isto quer dizer que há 12 anos que Britney Spears não tem controlo sobre as próprias finanças, negócios ou assuntos pessoais.

A cantora quer que o agente Jodi Montgomery, que assumiu a tutela durante a ausência do pai, devido a problemas de saúde do progenitor, fique com a tutela de forma definitiva.

Britney opõe-se fortemente ao retorno de James como tutor", pode ler-se no documento apresentado ao  Tribunal Superior da Califórnia, em Los Angeles, ao qual a BBC teve acesso.

O documento refere ainda que, inicialmente, a cantora era a favor do acordo, pelo facto de o pai a ter "salvo de um colapso, da exploração por indivíduos predadores e da ruína financeira" e a tornou "capaz de recuperar a sua posição como uma artista de classe mundial".

O regime legal em que Britney está inserida costuma aplicar-se, segundo o site Vox, a pessoas que tenham sofrido lesões cerebrais ou diagnosticadas com doenças mentais que lhes retirem autonomia.

Para entrar neste regime, é necessário o testemunho de um psiquiatra e a situação é reavaliada pelo tribunal regularmente. 

Em resumo, para tudo o que Britney Spears queira fazer, tem de pedir permissão. "Como se fosse uma criança", explicou um especialista ao Vox.  

Os fãs da cantora acreditam que esta tenha sido forçada a assinar o acordo e têm desenvolvido uma campanha nas redes sociais com a hashtag #FreeBritney.

Para tentarem saber mais sobre a situação da cantora, os fãs foram pedido a Britney, através das redes sociais,  que usasse, por exemplo, roupa amarela, caso precisasse de ajuda, ou preta, se estivesse triste. Quando a artista colocou fotografias vestida com essas cores, as teorias dispararam. 

Rafaela Laja