O cantor e compositor norte-americano Marilyn Manson, de 52 anos, foi acusado de violação e assédio sexual de várias mulheres, entre as quais a atriz norte-emericana Evan Rachel Wood, que disse que foi submetida a “abusos horríveis durante anos”.

Há vários anos que recaem suspeitas de abuso sexual sobre Marilyn Manson, cujo verdadeiro nome é Brian Warner.

Em 2018, Evan Rachel Wood tinha referido durante as audiências que decorreram no Congresso dos Estados Unidos da América (EUA), perante o Comité de Assuntos Judiciais da Câmara dos Representantes, que foi vítima de abusos físicos e psicológicos e também violada várias vezes, sem, no entanto, revelar a identidade do agressor.

A atriz, conhecida, em particular, pela participação na série “Westworld”, tinha um relacionamento com Marilyn Manson que acabou em 2010, já com o noivado anunciado.

Agora, com 33 anos, a atriz decidiu quebrar o silêncio e delatar Manson, acusando-o de a manipular e de lhe fazer uma lavagem cerebral para se tornar submissa. Os abusos terão começado ainda antes de ela fazer 20 anos. Evan Rachel Wood diz que foi alvo de “abusos horríveis durante anos”.

Estou cansada de viver com medo de represálias, de calúnias e de chantagem”, escreve Evan Rachel Wood na mensagem que publicou esta segunda-feira nas redes sociais, na qual revelou que Brian Warner é o agressor de que falava há três anos. 

 

Quase em simultâneo, outras quatro mulheres acusaram punlicamente o músico norte-americano de abusos sexuais, manipulação, assédio sexual, maus-tratos e ameaças.

Manson ficou conhecido pela criação de uma personagem perturbadora, de inspiração gótica. O nome do artista é uma junção do nome próprio da icónica atriz norte-americana Marilyn Monroe e com o apelido do homicida Charles Manson, responsável pela morte da atriz Sharon Tate.

Os concertos de Manson são conhecidos pela mescla de elementos góticos e satânicos com música de inspiração metal. Dois dos álbuns do artista chegaram a ser os mais vendidos na altura nos EUA.

Algumas das mulheres que dizem que foram violadas pelo artista revelaram que eram antigas 'groupies', e retrataram uma personagem sedutora, manipuladora, que as amarrava, ameaçava e obrigava ao consumo de drogas.

Em 2009, em entrevista à revista Spin, Manson disse que tinha “todos os dias a fantasia de pulverizar” o crânio da atriz “com um martelo”.

A France-Presse (AFP) questionou o porta-voz do artista e o advogado, que ainda não responderam.

/ MJC