«Uma Falaciosa Noção de Intimidade» é o título da estreia a solo de Carlos Nobre, vocalista dos Da Weasel, que deverá ser lançado na segunda quinzena de Setembro.

O álbum é composto por doze temas de «música para ler», segundo revelou o músico à agência Lusa.

Algodão é o nome do projeto que Carlos Nobre - o Pacman dos Da Weasel e o Carlão de Os Dias de Raiva - desenvolveu a solo a partir de uma série de poemas e alguma prosa poética da sua autoria.

Dos doze temas, «onze falam de mulheres da minha vida, real e fantasiada», desvendou.

«Se as palavras são maioritariamente ditas/faladas, a música ultrapassa a condição de mero suporte para elas. Eu gosto mais de 'música para ler' como possibilidade de enquadramento deste disco num contexto geral», disse.

O músico revelou também que «Uma Falaciosa Noção de Intimidade» conta com a participação da violinista Francisca Fins em três temas e da fadista Aldina Duarte noutro.

O disco sai em edição de autor (com distribuição na rede de lojas FNAC), porque «acabou por ser a única opção» e a que Carlos Nobre cada vez mais acredita ser «a melhor».

«Só tinha confiança para depositar este disco nas mãos de duas pessoas/editoras: falei com ambas e uma disse-me que apesar de gostar do trabalho, não lhe parecia comercialmente viável. A outra adorou o disco, mas tinha o ano totalmente preenchido com edições e só poderia trabalhar na minha em 2012, e eu queria muito lançá-lo ainda este ano», afirmou.

Para conseguir editar o disco sozinho, o músico teve «uma ajuda preciosa com um fundo da Sociedade Portuguesa de Autores».

Carlos Nobre tornou-se conhecido do grande público como Pacman, um dos vocalistas dos Da Weasel, que anunciaram o fim da banda em Dezembro do ano passado, 17 anos depois da sua fundação.

Para para o músico, não é fácil falar de um regresso da banda. «As pessoas (fãs e mesmo nós, ex-membros da banda) podem pensar num regresso, porque não? Também podem pensar que Da Weasel acabou mesmo e não se voltará a reunir - se calhar essa será a perspectiva mais realista. A verdade é que ninguém pode assegurar que uma ou outra hipótese se irá concretizar», disse.