Salman Abedi é o nome do autor do ataque que aconteceu no final de um concerto de Ariana Grande, na Arena de Manchester, que provocou a morte a 22 pessoas e deixou feridas mais de 50.

De acordo com a imprensa britânica, Salman Abedi terá nascido em Manchester, em 1994, filho de pais líbios fugidos ao regime de Muammar Kadhafi que se refugiaram no Reino Unido, primeiro em Londres e depois no bairro residencial periférico de Fallowfield, no sul de Manchester, nos últimos dez anos. Era o segundo mais novo de quatro irmãos.

Nascido numa família muçulmana, o suspeito era várias vezes visto numa mesquita dos subúrbios de Manchester, onde o pai Ramadan fazia algumas orações e o irmão Ismael era voluntário.

Segundo o Financial Times, Salman foi atraído pelo islamismo radical nos últimos anos. Era conhecido das autoridades britânicas, mas nunca tinha estado relacionado com nenhuma investigação, nem era considerado um risco.

Em 2014, abandonou a Universidade de Salford, ao fim de dois anos a estudar Gestão, não tendo completado o curso.

A BBC cita amigos do jovem, que garantem que era um ótimo jogador de futebol e que era adepto do Manchester United.

Investigação às origens

No bairro de Fallowfield, o fim de uma rua foi bloqueado pela polícia esta terça-feira, ao fim da tarde.

Havia polícias parados à porta de uma pequena casa de tijolo, outros andavam no jardim, levando a pensar que se trata de um local onde Abedi residiu, constatou o jornalista da agência francesa AFP no local.

Na vizinhança, poucos conhecem o suspeito: “Nem tenho a certeza de saber como era o seu rosto, para dizer a verdade. No entanto, devia cruzar-me com ele todos os dias”, comentou Rachel Harding, de 37 anos, que mora numa casa vizinha e se disse “chocada, surpreendida, amedrontada”.

O bairro, “que não é, claramente, um dos mais ricos de Manchester, é muito tranquilo”, garantiu, como outros vizinhos inquiridos pela AFP.

Salman é descrito por um cidadão líbio de Manchester, citado pelo The Guardian, como "um jovem muito discreto, sempre muito respeitoso".

O seu irmão Ismael era muito sociável, mas Salman [Abedi] era muito reservado”, acrescentou.

O chefe de polícia de Manchester, Ian Hopkins, afirmou que a prioridade, agora, é conseguir entender se o bombista atacou sozinho ou como membro de uma rede. 

O atacante, posso confirmar, morreu na arena. Acreditamos que transportava um explosivo artesanal que o próprio detonou, causando esta atrocidade", adiantou Hopkins.

Um funcionário dos serviços secretos norte-americanos - que não quis ser identificado - explicou, à Associated Press, que ainda não há certezas quanto à responsabilidade do Estado Islâmico no ataque embora este tenha sido reivindicado.

Na manhã desta terça-feira, a polícia prendeu um homem de 23 anos, no Sul de Manchester, por suspeitas de relação com o ataque.

Recorde-se que o atentado aconteceu junto à entrada da Arena quando o concerto já tinha terminado e as pessoas estavam a abandonar o recinto.

Muitos vídeos, partilhados nas redes sociais, mostram o pânico e os gritos dos fãs da cantora norte-americana, na altura do ataque.

 

Georgina Callander, de 18 anos, foi a primeira vítima mortal a ser identificada. Era uma grande fã de Ariana Grande e, no domingo, tinha voltado a publicar no Twitter uma fotografia que tinha tirado com a cantora há dois anos, dizendo que estava “muito entusiasmada” pela aproximação do concerto em Manchester.

Outra das vítimas identificadas é Saffie Rose Roussos, de oito anos, que estava no concerto com a irmã e a mãe, que ficaram feridas e foram hospitalizadas.

Ariana Grande, por sua vez, já afirmou estar bem, mas de coração partido com tudo o que aconteceu.