Uma das mais populares boysband do mundo, os sul-coreanos BTS, estão no centro de uma polémica, depois de um dos seus membros ter escolhido uma camisola com a imagem da bomba atómica lançada sobre Nagasaki para aparecer na televisão japonesa.

Os BTS iam dar um concerto durante um programa televisivo do Japão esta sexta-feira à noite, mas o canal TV Asahi, um dos maiores do país, decidiu cancelar a presença da banda da Coreia do Sul.

A decisão foi tomada depois de imagens de um membro da banda, Jimin, terem surgido nas redes sociais e causado polémica.

As imagens mostram Jimin a usar uma camisola com a imagem da bomba atómica lançada sobre Nagasaki e a legenda “PATRIOTISM OUR HISTORY KOREA” (Patriotismo A Nossa História Coreia).

Em comunicado, o canal japonês TV Asahi explicou que decidiu cancelar o espetáculo dos BTS depois de ter falado com os agentes da banda e de ter percebido a intenção de Jimin em usar a referida camisola.

Depois de termos falado com os agentes da banda sobre a intenção de um dos membros em usar a camisola, decidimos cancelar a performance do grupo”, explicou o canal.

Em comunicado divulgado no site do grupo, os BTS pediram desculpa aos fãs pelo cancelamento, mas não mencionaram o caso da camisola.

A bomba atómica lançada sobre a cidade japonesa de Nagasaki, em 1945, matou mais de 70.000 civis.

Os BTS, constituídos por sete elementos, têm legiões de fãs internacionais e constituem uma das bandas mais influentes do mundo. Estão no topo do Billboard Social 50, um top dos artistas mais populares nas redes sociais de todo o mundo, há 98 semanas, tendo já ultrapassado o recorde de Justin Bieber, estão no topo da lista da Forbes de celebridades sul-coreanas mais populares e foram considerados pela revista Time uma das 25 figuras mais influentes na Internet.