O Quinteto Lisboa é um novo grupo de música portuguesa que se dará a conhecer sexta-feira, no Grande Auditório da Culturgest, na capital portuguesa, com o objetivo de «dar uma alma nova ao fado», escreve a agência Lusa.

O grupo integra as vozes de Hélder Moutinho e María Berasarte, os músicos João Gil, José Peixoto e Fernando Júdice, e afirma que tem «por base o mesmo tipo de registo criativo que deu origem aos projetos musicais nascidos na década de 1980», citando os «pioneiros» Madredeus e Ala dos Namorados, no comunicado enviado à agência Lusa.

«Tal como então, trata-se de dar uma alma nova ao fado, levando compositores e intérpretes a encontrar o melhor da canção de Portugal», afirma o quinteto.

A estreia do Quinteto Lisboa marca «um novo género musical que surge de uma grande vontade de ser português», lê-se no mesmo comunicado.

«O Quinteto Lisboa é um projeto que surge a partir da cumplicidade de vários anos entre a dupla de compositores João Monge (letrista) e João Gil (músico e guitarrista), ambos fundadores da Ala dos Namorados, e de dois dos músicos que fizeram parte da segunda formação dos Madredeus, José Peixoto (guitarrista) e Fernando Júdice (baixista)».

A interpretação vocal está a cargo do fadista de Hélder Moutinho, nascido em Oeiras, e da espanhola María Berasarte, natural da cidade basca de San Sebastián.

Hélder Moutinho, também poeta, começou a afirmar-se como fadista na década de 1990 e, além de ter já pisado vários palcos, nomeadamente o Lincoln Centre em Nova Iorque, conta com três discos editados entre os quais «Luz de Lisboa», distinguido com o Prémio Amália Rodrigues.

María Berasarte estreou-se discograficamente em 2009 com um álbum de fados tradicionais com letras novas de Tiago Torres da Silva, «Todas Las Horas Son Viejas», com produção e direção musical de José Peixoto.

João Monge e João Gil, que criaram canções para os Trovante, Ala dos Namorados, Filarmónica Gil e Rio Grande, entre outros, «sentiram uma grande necessidade de criar algo que marcasse o "movimento" para aquela que pressentem vir a ser a "nova Música Urbana Portuguesa" (MUP)», lê-se no mesmo texto.



Redação