O festival Vodafone Paredes de Coura regressa esta quarta-feira ao cenário verde da praia fluvial do Taboão para quatro dias de muita música, tertúlias, debates e, claro, os indispensáveis mergulhos refrescantes no rio Coura.

O cartaz da 27.ª edição junta nomes influentes do panorama musical como New Order, Patti Smith, Suede, The National, Father John Misty, Spiritualized a artistas com projetos mais recentes como Mitski, Parcels, Alvvays, Yellow Days e Julia Jacklin. 

A música portuguesa também estará bem representada com bandas como os Sensible Soccers, Capitão Fausto, Cave Story ou First Breath After Coma.

Música indie rock ou psicadélica, ritmos para dançar e sons mais sonhadores e atmosféricos: haverá muito por onde escolher nesta edição do festival, mas para que não lhe falte nada reunimos os artistas que vão estar em destaque nas margens do rio Coura, até sábado.

  

QUARTA-FEIRA - 14 de agosto

 

The National

São o nome mais aguardado do primeiro dia do festival. Os norte-americanos The National têm uma história de amor com o público português e este verão dão o 16.º concerto em território nacional.

Mas este é um regresso especial. A banda de Cincinnati, Ohio, volta ao festival Paredes de Coura, onde se estreou em palcos nacionais, corria o ano de 2005. Nesse ano, tinham editado o terceiro álbum, que é também um dos discos mais aclamados da banda, “Alligator”.

Decorreram 14 anos e o grupo liderado por Matt Berninger lançou mais cinco álbuns - “Boxer” (2007), “High Violet” (2020), “Trouble Will Find Me” (2013), “Sleep Well Beast” (2017) e o mais recente, “I Am Easy To Find” (2019).

Os The National vêm apresentar as canções novas, mas não deverão deixar de fora os êxitos que marcaram a carreira e que os tornaram numa das bandas de rock alternativo mais acarinhadas pelo público português, como "Fake Empire", "Mr. November" e "Vanderlyle Crybaby Geeks".

 

Parcels

Os Parcels são uma banda electropop da Austrália e trazem músicas cheias de groove, com elementos da disco e do funk, que convidam a dançar.

Depois de uma série de EP’s, o grupo editou o seu primeiro longa-duração, com o mesmo nome da banda, no ano passado.

Músicas como “Lightenup”, “Tieduprightnow” e “Overnight” prometem animar os festivaleiros que se deslocarem ao recinto de Paredes de Coura.


Julia Jacklin

Mais um nome australiano neste primeiro dia de Vodafone Paredes de Coura. A cantora e compositora Julia Jacklin é natural de Sidney e vem às margens do Taboão apresentar o seu segundo álbum, “Crushing”, editado este ano.

O novo disco reúne um conjunto de canções que partem de uma sonoridade indie para influências da folk e do alt-country. As letras falam sobre relações falhadas, memórias e lutas interiores da autora, que resultam numa espécie de viagem de autodescoberta e de libertação.

Em “Crushing”, Julia Jacklin mostra o melhor dos seus vários talentos: as melodias, os poemas e a voz, ora doce, ora cheia de garra. Tudo para ouvir no primeiro dia do festival.

 

QUINTA-FEIRA – 15 de agosto

 

New Order

É um dos nomes mais esperados desta edição do Vodafone Paredes de Coura. Os New Order são uma das bandas mais influentes e aclamadas dos anos 80 e estão de regresso a Portugal este verão.

O grupo inglês, que se formou em Manchester depois da tragédia que abalou os Joy Division – o suicídio do vocalista Ian Curtis –, combina  uma sonoridade pós-punk com elementos da new wave e da música de dança.

Nos últimos anos, e depois da saída do lendário baixista Peter Hook, os New Order entraram numa linha mais eletrónica - como bem atesta o último álbum da banda, “Music Complete”, lançado em 2015.

Ainda assim, é esperado que a banda de Bernard Sumner e Stephen Morris (os ex-Joy Division que se mantêm na formação) toque êxitos que marcaram a carreira dos New Order como “Blue Monday”, “Bizarre Love Triangle” ou “True Faith” e que até revisitem algumas canções dos míticos Joy Division como “She’s Lost Control”, “Atmosphere” ou “Love Will Tear Us Apart”.

 

Car Seat Headrest

Os norte-americanos Car Seat Headrest estão de volta à praia fluvial do Taboão, onde atuaram em 2017.

A banda de Leesburg, Virgina, começou como um projeto a solo de Will Toledo, com vários álbuns lançados no Bandcamp antes de um contrato com a Matador Records. Em 2015, o projeto passou a quarteto e lançou o primeiro álbum, “Teens of Style”. Há dois anos, o grupo reeditou um dos seus álbuns mais aclamados, “Twin Fantasy”, lançado m 2011.

Os Car Seat Headrest trazem músicas indie rock e lo-fi marcadas pela energia dos riffs de guitarras e pelas letras introspetivas de Toledo, que os fãs já sabem de cor.

 

Alvvays

Os Alvvays são uma banda canadiana de Toronto, liderada pela voz doce de Molly Rankin, filha de John Morris Rankin - membro da banda The Rankin Family.

O grupo, que mistura elementos da indie pop, dream pop, twee pop e até do shoegaze, tem dois álbuns lançados: um disco homónimo editado em 2014 e o último trabalho, "Antisocialites", lançado em 2017.

Os Alvvays trazem canções melódicas, para fazer sonhar, como “Dreams Tonite”, “Not My Baby”, “Archie, Marry Me” ou “Adult Diversion”.

 

 

SEXTA-FEIRA – 16 de agosto

 

Spiritualized

A banda de Jason Pierce volta a Portugal para apresentar o último álbum, “And Nothing Hurt”. O oitavo disco dos Spiritualized, lançado em setembro de 2018, foi aclamado pela crítica da especialidade.

O grupo britânico, que é conhecido pelas suas composições atmosféricas e hipnóticas, tem um estilo que junta o space rock, o shoegaze e a dream pop.

Além dos temas novos, a banda não deverá esquecer algun mais antigos como “Come Together” do emblemático “Ladies And Gentlemen We Are Floating in Space”, de 1997.

 

Father John Misty

Josh Tillman já foi baterista da banda de indie folk Fleet Foxes, mas foi como Father John Misty, projeto que abraçou em 2012, que mostrou talentos que até ali desconhecíamos e o seu lado mas exuberante.

O cantor e compositor norte-americano, de Rockville, cresceu num meio profundamente religioso e isso reflete-se nas suas canções, carregadas de crítica e ironia. Para Tillman, a música é uma forma de catarse e de libertação.

Father John Misty volta a Paredes de Coura para apresentar as canções do seu último álbum, “God’s Favorite Customer”, lançado no ano passado. Além dos temas novos, como “Disappointing Diamonds Are the Rarest of Them All”, hinos mais antigos como “I Love You, Honeybear” e “Pure Comedy” deverão fazer parte do alinhamento.

 

Deerhunter

A banda de Atlanta, liderada pelo carismático Bradford Cox, regressa ao palco do Paredes de Coura com um novo disco, o oitavo da carreira.

A música dos Deerhunter tem tanto de enérgica, marcada pelas sonoridades do indie rock, como de psicadélica, delicada ou sonhadora, explorando estilos como a dream pop e o shoegaze.  

“Why Hasn’t Evertyhting Already Disappeared?”, lançado em janeiro, tem merecido grande destaque da crítica, com músicas como “Death in Midsummer” e “No One’s Sleeping”.

 

SÁBADO – 17 de agosto

 

Patti Smith

Patti Smith é um nome incontornável da história do punk rock americano e uma das mulheres mais influentes do panorama musical.

Nasceu em Chicago, mas foi em Nova Iorque, para onde se mudou em 1967, que se envolveu na música e nas artes. Porque sim, Patti Smith é, além de cantora e compositora, fotógrafa, escritora, poetisa. 

O seu primeiro álbum, “Horses”, que apresenta na capa uma célebre fotografia de Robert Mapplethorpe, é considerado um dos melhores de sempre pelas revistas da especialidade.

A cantora de "People Have The Power" e "Because The Night", que recebeu inúmeros prémios e distinções ao longo da carreira, volta a Portugal com um concerto no último dia do Vodafone Paredes de Coura. Uma atuação imperdível que promete unir gerações.

 

Suede

Os britânicos Suede são outro dos nomes em destaque no último dia. Eles que são considerados fundadores da britpop que marcou os anos 90.

Inspirados em nomes como David Bowie ou The Smiths, as canções dos Suede são caraterizadas pelas guitarras arrebatadoras e pelas sonoridades sombrias.

Em setembro do ano passado lançaram o oitavo álbum de estúdio, “The Blue Hour”, que é uma viagem às raízes do rock alternativo.

Mitski

Nasceu no Japão, mas cresceu em vários países até se instalar em Nova Iorque para estudar cinema. Foi na música, porém, que deu asas ao seu espírito artístico.

Os seus dois primeiros álbuns, “Lush” (2012) e “Retired from Sad, New Career in Business” (2013), surgiram como um projecto escolar. Num registo mais impulsivo e já de guitarra ao peito, afastando-se das linhas mais clássicas que identificaram os primeiros discos, lançou“Bury Me at Makeout Creek” (2014).

O seu último álbum, “Be the Cowboy”, lançado em 2018, foi um dos álbuns mais elogiados no ano passado.