O músico, poeta e romancista Gil Scott-Heron morreu na sexta-feira à noite num hospital em Nova Iorque, com 62 anos, noticiou a imprensa norte-americana, sem adiantar as causas da morte, escreve a agência Lusa.

Em 2008, em entrevista à «New York Magazine», o músico revelou que era seropositivo «há vários anos».

Scott-Heron foi considerado um dos precursores do rap e do hip hop, e a sua música misturava a palavra falada com jazz, blues e soul.

Nascido em Chicago em 1949, lançou o seu primeiro álbum em 1970, em que criticava a classe média norte-americana, os activistas negros e o consumismo nos Estados Unidos. Desse álbum fazia parte uma das canções que o celebrizou - «The Revolution Will Not Be Televised».

Ao longo da sua carreira lançou mais de 20 discos, o último dos quais no ano passado, nos quais integrou elementos da música folk, trip, hop, dubstep, electro ou ambient.

O músico esteve no Porto em Maio de 2010 durante o Optimus Clubbing na Casa da Música.