Um dos três homens acusados de participarem na overdose do rapper Mac Miller, que provocou a sua morte, em 2018, apresentou um acordo em que se declara culpado do crime e aceitou uma sentença de 17 anos de prisão.

De acordo com a BBC, Stephen Walter, vai declarar-se culpado por ter fornecido comprimidos de fentanyl ao rapper norte-americano, que morreu depois de consumir este analgésico, considerado 50 vezes mais potente do que heroína.

Segundo os investigadores, a morte de Mac Miller foi provocada por uma overdose acidental, depois de uma combinação de fentanyl, álcool e cocaína.

Segundo documentos judiciais, a que a BBC teve acesso, Walter, de 48 anos de idade, não forneceu diretamente os comprimidos a Miller. Contudo, vendeu “intencionalmente” os comprimidos a um segundo homem para que os distribuísse ao fornecedor de Mac Miller, Cameron James Petit.

De acordo com aqueles documentos, Walter “sabia que os comprimidos continham fentanyl ou outra substância controlada pelo governo federal”.

No próximo dia 16 de novembro, dar-se-à início ao julgamento dos três homens acusados de participarem na overdose do rapper. Porém, se a declaração de culpa de Walter for aceite pelo juiz, este poderá não ir a julgamento – que envolvia acusações mais sérias, incluindo a distribuição de fentanyl que resultou em morte. Em vez disso, ele terá de passar 17 anos na prisão, com três anos adicionais de liberdade supervisionada”, refere-se num dos documentos.

“A nova acusação retira a alegação de morte”, explicou o advogado de Walter, William Harris, em declarações à Rolling Stone.

“É um acordo de confissão de 17 anos [na prisão]. O juiz tanto poderá aceitá-lo, como poderá recusá-lo. Se aceitar, não terão mais poder para sentenciar o meu cliente a qualquer outra coisa. Se o rejeitar, não há acordo”, acrescentou.

Num comunicado escrito, Walter garantiu que ninguém o "forçou ou ameaçou para avançar com este acordo". "Estou a declarar-me culpado porque sou culpado da acusação e porque desejo aproveitar as promessas estabelecidas neste acordo, e não por qualquer outra razão", acrescentou.

Beatriz Céu