A tutela legal utilizada pelo pai de Britney Spears para controlar a vida e a carreira da artista norte-americana chegou ao fim, após a decisão de uma juíza de Los Angeles. A tutoria da artista durou mais de 13 anos.

A partir de hoje (...) a tutela da pessoa e do património de Britney Spears foi encerrada. E esta é a ordem do tribunal", decidiu a juíza Brenda Penny.

A cantora norte-americana passa agora a ter controlo pela sua fortuna, atualmente avaliada em 60 milhões de dólares (aproximadamente 52 milhões de euros).

O acordo que restringia a vida da artista e que agora chegou ao fim teve início no ano de 2008. 

Esta decisão é uma nova vitória para a artista pop que desde setembro deixou de ter como tutor o seu pai.

A custódia de Britney Spears tinha entretanto passado para um contabilista oficial como tutor temporário, até à decisão final desta sexta-feira que libertou a artista de qualquer tutela legal.

É o melhor dia da minha vida", salientou Britney Spears na primeira reação à decisão do tribunal publicada na rede social Instagram.

Meu Deus, eu amo tanto os meus fãs que é uma loucura! Acho que vou chorar o resto do dia! É o melhor dia da minha vida, louvado seja o Senhor”, pode ler-se.

Após ser conhecida a decisão da juíza Brenda Penny, centenas de fãs da cantora de 39 anos, reunidos em frente ao tribunal de Los Angeles, celebraram com ‘confettis’ cor-de-rosa e gritos de apoio a Britney Spears.

Em junho, perante o mesmo tribunal, a norte-americana tinha feito um apelo para que pudesse recuperar a sua vida.

O caso ganhou uma nova dimensão em setembro, altura em que o jornal The New York Times divulgou uma reportagem com testemunhos de três pessoas próximas da artista durante a tutela do pai, um segurança, uma assistente um responsável do guarda-roupa.

Entre várias revelações, o ex-segurança explicou que o pai tinha câmaras instaladas na casa de Britney Spears para intercetar chamadas e mensagens, incluindo comunicações com o próprio advogado e filhos.

Também outro documentário, “Britney vs Spears”, mas produzido pelo serviço de ‘streaming’ Netflix, afirma que a cantora de 39 anos tentou contratar por duas vezes o seu próprio advogado no início do caso judicial da tutela.

Apenas em 15 de julho, Britney Spears recebeu autorização do tribunal para contratar o seu próprio advogado, depois de ter sido aprovado o pedido de demissão de Samuel D. Ingham III, que a representava desde 2008.

Em agosto, o pai de Britney Spears concordou em renunciar à tutoria da artista, que exerceu durante mais de 13 anos, assumindo o controlo do património financeiro e aspetos da vida pessoal.

A artista lutava pelo fim da tutoria desde 2008, quando a supervisão foi instituída após transtornos mentais manifestados por Britney Spears.

Em fevereiro, a vida de Britney Spears tinha voltado à esfera pública com o lançamento do documentário “Framing Britney Spears”, focado na trajetória da cantora norte-americana, incluindo os momentos de maior popularidade e os acontecimentos que levaram a que a sua vida passasse a ser controlada pelo pai.

Na sequência do documentário “Framing Britney Spears”, tornaram-se virais movimentos para pedir a “libertação” da artista do controlo do pai (“#FreeBritney”) e para levar a que quem a criticou e julgou, na altura, viesse agora pedir desculpa.

Sendo uma das artistas que mais venderam no virar do século, a norte-americana é a intérprete de temas como “Oops!... I Did It Again”, “Toxic" e “Womanizer”.

Redação / JGR