Antes de ler este texto, meta o volume mais baixo. Foi assim a segunda noite do Rock One, com o som a baixas rotações, muito menos público a assistir e sem os gritos, palmas e saltos da estreia.

Entrevista EXCLUSIVA aos Bloc Party

Os Bloc Party assumiram o papel de principal nome do cartaz e arrancaram para um momento de intimidade com os fãs. «Intimacy», o último álbum da banda, chegou pela primeira vez a Portugal e os singles «Mercury», «Trojan house» e «One month off» ficaram no ouvido.

Kele Okereke, Matt Tong, Russell Lissack e Gordon Moakes ainda recuaram a «Silent alarm», de 2005, e a «A weekend in the city», de 2007, que fizeram dos Bloc Party uma das melhores e mais consagradas bandas indie do mundo, mas a noite nunca tocou no topo.

Uma pequena curiosidade: o número de britânicos no recinto teve especial destaque esta quinta-feira. A sua paixão pelo Algarve não é novidade e só prova que a organização fez uma boa aposta nos também britânicos Bloc Party.

Mia Rose com homenagem a Michael Jackson

Foi Maria Antónia Sampaio Rosa que começou a noite, apenas com algumas dezenas no público. Directamente do YouTube para Portimão, Mia Rose mostrou o seu repertório, com destaque para o single «Let go» - tocado duas vezes a pedido do público - e para uma pequena homenagem a Michael Jackson. «Black or White» fica bem na voz da luso-britânica de apenas 21 anos.

«Afrikya» é já ali ao lado

Os Dub Incorporation adicionaram um pouco de reggae, dub e hip hop a Portimão. O mais recente álbum, «Afrikya», foi o centro das atenções, com a banda francesa a cantar mensagens de paz, amor e liberdade para este continente.

É verdade que o público não conseguiu acompanhar o francês dos Dub Inc, mas o seu estilo leve e sempre animado encaixou que nem uma luva na noite amena algarvia.

A marcar «pontos»

Os Pontos Negros tiveram a tarefa ingrata de tentar chamar o público, que esta noite esteve mais entretido nas várias atracções do recinto. Contra máquinas de jogos, um touro enraivecido e barracas em saldos, a banda da Linha de Sintra lá foi marcando pontos com o seu «Magnífico Material Inútil».