O músico indiano Ravi Shankar morreu, esta terça-feira, em San Diego, no sul da Califórnia, nos Estados Unidos, aos 92 anos, indicou a família num comunicado.

O citarista, pai da cantora Norah Jones, sofria desde o ano passado de problemas de foro respiratório e cardíaco, o que o levou a submeter-se, na quinta-feira, a uma intervenção cirúrgica para substituir uma válvula cardíaca.

«Ainda que a operação tenha sido bem-sucedida, a recuperação foi demasiado difícil para o músico de 92 anos», indica um comunicado, citado pelas agências internacionais.

O ex-Beatle George Harrison chamou-lhe o «padrinho da World Music», enquanto o violinista Yehudi Menuhin o apelidava de «Mozart da cítara».

Ravi Shankar pertencia a uma família de artistas e começou pela dança, tendo ido estudar para França aos 10 anos, na companhia de Uday.

Regressou depois à India, onde aprendeu a tocar cítara indiana e aos 19 anos deu o primeiro concerto.

Escreveu bandas sonoras de filmes indianos, compôs músicas para ballet e companhias de teatro e, nos anos 60, foi estudar Jazz e acabou a ensinar música indiana a John Coltrane e Don Ellis.

Ravi Shankar foi distinguido com vários prémios, entre eles quatro Grammys.
Redação