Os portugueses Blasted Mechanism lançaram o último álbum, «Mind At Large», em 2009. Numa entrevista concedida ao IOL Música, Valdjiu falou sobre aquilo que a banda tem andado a fazer nos últimos tempos.

«Estamos já com alguns temas novos. Mas estamos ainda a viver ao rubro a mente Mind At Large. Temos andado a dedicar a nossa vida à internacionalização dos Blasted. Assinámos um contrato com uma das maiores agências do mundo: a Primary Talent. E estamos a dirigir a nossa atenção para o mercado inglês e depois para o mundo inteiro», explicou o músico.

Recentemente, os Blasted voltaram a surpreender com um vídeo conceptual para o tema «Blast Your Mind». Valdjiu assumiu o papel de realizador e conta-nos o que aprendeu sobre o poder do som e as leis do movimento.

«Quando pus mãos à obra parecia que tinha voltado aos cinco anos de idade. É um dos melhores vídeos que fiz, mas é também um dos vídeos mais fora. Não é um vídeo comercial onde os Blasted estejam expostos, porque não queremos cansar a imagem», salientou.

Depois de um concerto arrojado no Coliseu de Lisboa, em 2009, a banda está agora a preparar-se para uma série de espectáculos ao ar livre.

«Somos uma banda por excelência de festivais. Sentimos que vale mais a pena fazer menos datas e fazer festivais grandes», sublinhou Valdjiu.

A 4 de Julho, a banda vai actuar no Rock For People Festival, na República Checa, imediatamente a seguir à actuação dos Prodigy.

«Já tínhamos tocado lá há uns anos e eles ficaram com a ideia de voltar a levar-nos e esta era a altura certa. Este disco está muito forte, é um disco homogéneo e é compreendido no mercado internacional, ao contrário dos anteriores, que nunca foram muito bem aceites», recordou.

Já este Domingo, o Festival de Glastonbury irá receber os Blasted Mechanism naquele que é considerado um dos mais conceituados eventos de música do mundo. Valdjiu aproveitou para levantar o véu sobre o espectáculo que está a ser preparado.

«Estamos focados em levar um reportório muito homogéneo e dedicado à música electrónica, caso contrário, seria difícil colocarem-nos num circuito e depois ficavam um pouco perdidos. E vai ser um alinhamento feminino, ao contrário do que temos apresentado em Portugal», revelou.

Vê aqui a entrevista:

Redação / Cátia Soares (entrevista) | Manuel Lino (imagem e edição)