A cantora americana Lady Gaga afirma num documentário online divulgado sexta-feira que foi violada e mantida em cativeiro durante “meses” por um profissional de música, até engravidar aos 19 anos de idade.

A artista nova-iorquina já tinha revelado que tinha sido violada por um produtor quando estava a começar no negócio da música, um evento que lhe gerou distúrbios de stress pós-traumático, cujos efeitos ela diz que ainda hoje sofre, apesar de ter conseguido controlá-los.

Eu tinha 19 anos de idade. Estava a começar no negócio e um produtor disse-me: 'Tira a roupa'”, afirma a cantora na série documental “The Me You Don't See”, coproduzida pela famosa apresentadora de televisão Oprah Winfrey e o Príncipe Harry para a plataforma Apple TV+.

“Eu disse não e saí”, continuou. “Disseram-me que iam queimar toda a minha música. Eles não paravam de insistir. Então desliguei a ficha e… nem sequer me lembro”, disse, em lágrimas.

A cantora de 35 anos explica novamente que não quer revelar a identidade do seu agressor porque não “quer ter nada a ver com essa pessoa nunca mais”.

Lady Gaga afirma que o produtor a violou e a sequestrou durante “meses” antes de a abandonar num cruzamento perto da casa dos seus pais, grávida, não especificando o que aconteceu à gravidez.

Stefani Germanotta, o verdadeiro nome de Lady Gaga, explica que, “anos mais tarde”, sofreu um ataque de ansiedade que a levou ao hospital, onde se apercebeu de que estava sujeita a perturbações de stress pós-traumático ligadas ao ataque.

Estas perturbações incluíam a automutilação, contou, afirmando que foram necessários dois anos e meio de terapia para controlar esses impulsos. “Aprendi todas as formas de sair” de uma crise, disse.

/ MJC