O metaverso ainda não passa de um conceito, mas já atrai investimentos das gigantes tecnológicas e ninguém quer ficar para trás, seja de que área for.

E a indústria da música já começou a dar os primeiros passos naquilo que poderão ser os concertos do futuro no palco do metaverso.

Mas comecemos pelo início: o que é, afinal, o metaverso? Ora, não é um único produto, não é um jogo e não está a ser desenvolvido por uma empresa. Em vez disso, é semelhante a uma World Wide Web em versão 3D, onde os utilizadores podem comunicar, jogar e trabalhar em ambiente virtual.

Em termos práticos, os jogos Fortnite e Roblox já podem ser considerados exemplos de “metaversos”.

Em maio de 2021, a cantora sueca Zara Larsson juntou milhões de pessoas num concerto na plataforma Roblox. Esta quinta-feira, subiu ao palco da Web Summit para partilhar a experiência de como é levar a música para o metaverso.

E, segundo a estrela da pop, é um "win-win-win": ganham os artistas, as plataformas e os fãs.

"Acredito mesmo que isto é o futuro. É uma forma muito criativa de interagir com os fãs e estou muito orgulhosa de ser uma das primeiras pessoas a fazer parte"começou por afirmar a cantora de 23 anos, explicando que, neste ambiente metaverso, os avatares de quem assiste aos concertos podem até juntar-se a si e tirar uma fotografia (ou, neste caso, um printscreen).

Cada vez passamos mais tempo online... E é a vida real na mesma, só que é online", constatou Zara Larsson.

Segundo o diretor de música da Roblox, Jon Vlassopulos, os milhares de milhões de horas que os utilizadores passam no jogo todos os meses criam uma "oportunidade perfeita" para a nova geração de fãs de música descobrir, partilhar e estar mais perto dos artistas que mais gostam.

Levamos o metaverso muito a sério, num sitio seguro. E a música é um bom começo. Estamos a entrar numa nova era", afirmou Jon Vlassopulos,

E também há forma de explorar novas oportunidades de negócio, desde merchandising virtual até experiências VIP: "Aqui não ha limites de espaço, tempo, cenários", frisou o diretor.

Igualmente otimista, Zara defende que "é incrível pensar que o público vai poder fazer parte" do concerto, "mesmo que vivam num sitio remoto onde provavelmente nunca iria atuar",

Mas isto é só o inicio. Quem sabe se no futuro vou poder mesmo vê-los", rematou.

Rafaela Laja